Polícia investiga suposto desaparecimento de cerca de R$ 1 milhão após acidente que matou pai e filhas em Goiás

Delegado também apontoa contradições nas informações que o irmão do empresário teria apresentado sobre a origem, a quantia exata e a forma como o dinheiro teria sido armazenado

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Amigos e conhecidos deixaram mensagens de despedida nas redes sociais e destacaram a relação de Wilker com as duas filhas. (Foto: Reprodução/Instagram/Divulgação/PRF)
Pai e filhas morreram após um grave acidente na BR-414, em Cocalzinho de Goiás, no Entorno do Distrito Federal. (Foto: Reprodução/Instagram/Divulgação/PRF)

Após o grave acidente na BR-414, em Cocalzinho de Goiás, que vitimou o empresário Wilker Renato Almeida da Silva, de 29 anos, e as duas filhas, Alana Almeida Gomes, de 8, e Alice Almeida Gomes, de 4, a Polícia Civil (PC) começou a investigar o desaparecimento de cerca de R$ 1 milhão que, segundo a família, estava dentro do veículo.

Em entrevista concedida à TV Serra Dourada, o delegado responsável pelo caso, Carlos Alfama, revelou que, até o momento, ainda não há comprovação da existência do dinheiro.

Além disso, o delegado também apontou contradições nas informações que o irmão do empresário teria apresentado sobre a origem, a quantia exata e a forma como o dinheiro teria sido armazenado.

“Esse dinheiro que o irmão da vítima afirma que estava no veículo, ele não tem lastro nenhum. De acordo com o irmão da vítima, esse dinheiro nunca teria passado em uma conta bancária. Ele teria sido acumulado durante dois anos na empresa que ele é sócio proprietário”, afirmou o delegado.

“De acordo com ele, é uma empresa do Simples Nacional, faturamento máximo de R$ 360 mil por ano. Faturamento, não lucro. Mesmo assim, ele alega que teria acumulado R$ 1 milhão em espécie proveniente só dessa empresa de jeans em Goiânia”, completou.

O delegado conta ainda que o irmão tem apresentado informações contraditórias ao ser questionado sobre o dinheiro, dando diferentes versões.

“Todas as versões que ele apresenta são muito contraditórias. Claro que a Polícia Civil vai apurar se esse dinheiro existiu de fato, se houve algum desvio de dinheiro, caso ele exista, mas eu confesso que, pelas informações documentadas até o momento, o mais provável é que essa informação não seja verdadeira e que haja algum interesse por trás do irmão da vítima em dizer que esse dinheiro estava dentro da caminhonete”, pontuou.

Uma perícia foi solicitada, e o caso continuará sendo apurado pela Polícia Civil.

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