Motorista é condenado a mais de 8 anos de prisão após atropelar e matar cozinheira que ia para o trabalho em Goiânia
Ithalo Vilela de Santana estava embriagado, dirigia em alta velocidade e não respeitou sinal vermelho. Jurados entenderam que ele assumiu o risco de matar

Ithalo Vilela de Santana, de 27 anos, foi condenado a oito anos e seis meses de prisão em regime inicialmente fechado por atropelar e matar a cozinheira Rosângela Ribeiro da Silva, de 51 anos.
O Tribunal do Júri foi realizado nesta quinta-feira (27) em Goiânia, em referência a um caso ocorrido em 11 de novembro de 2024. Ithalo seguia pela Rua C-418, no bairro Jardim América, quando atingiu uma motocicleta.
Rosângela estava na garupa, pois tinha pedido a viagem por um aplicativo de transporte para ir ao trabalho. Ela morreu no local.
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O piloto era Paulo César Soares Ferreira. Ele sofreu ferimentos graves, mas recebeu alta hospitalar no mesmo dia.
Por isso, os jurados analisavam dois crimes: o homicídio de Rosângela e a tentativa de homicídio de Paulo César, ambos por dolo eventual – quando não há intenção, mas se assume o risco de matar.
No momento da colisão, Ithalo estava embriagado e dirigia em alta velocidade. Além disso, não obedeceu o sinal vermelho. Ele foi condenado pelo homicídio, mas absolvido pela tentativa.
Como o juiz Jesseir Coelho de Alcântara definiu pena superior a oito anos em regime inicialmente fechado, o réu saiu do tribunal preso e deve aguardar pelo trânsito em julgado no presídio.
Ele deve cumprir a sentença na Penitenciária Odenir Guimarães, no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, na região Metropolitana da capital.
Em tempo
Ithalo foi preso em flagrante horas depois do acidente. No momento da abordagem policial, admitiu aos militares que tinha ingerido bebida alcoólica com amigos.
Câmeras de segurança registraram o momento da colisão, no cruzamento da Avenida T9 com a Rua C-148. O carro perdeu a roda dianteira e ainda seguiu por vários metros.
A motocicleta foi lançada a cerca de 45 metros. O réu abandonou o automóvel após a batida e não prestou socorro.
Dois dias depois, em 13 de novembro, a Justiça decidiu, em audiência de custódia, converter a prisão em flagrante em prisão preventiva.
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