Custo da energia elétrica residencial em Goiânia acumula alta de 20% no último ano, aponta IPCA-15
Resultado apurado pelo IBGE contrasta com dados da distribuidora, que aponta para quedas consecutivas no valor médio cobrado

A prévia da inflação de agosto de 2026, medida pelo IBGE por meio do IPCA-15, revelou que o custo da energia elétrica residencial de Goiânia acumula uma alta expressiva de 20,72% nos últimos 12 meses.
O informativo foi divulgado nesta quarta-feira (26) e mostra que a conta de luz na capital goiana teve aumento quase três vezes maior do que o registrado em nível nacional, que foi de 7,39%.
Se observada a variação mensal em agosto, houve deflação, ou seja queda nos preços, com recuo de 6,14%. Porém, o alívio verificado no mês não foi suficiente para reverter o acumulado anual.
Procurada pela reportagem, a Equatorial Energia Goiás apresentou uma perspectiva diferente sobre a evolução dos preços.
De acordo com a distribuidora, os dados de consumo e faturamento não mostram aumento no valor médio das contas de energia no estado, diferentemente da variação apontada pelo IPCA-15.
Conforme dados da empresa, o valor médio das faturas caiu 5,3% de maio para junho, e depois, mais 0,5% de junho para julho. Também não houve reajuste nas tarifas ao longo de 2026, conforme o calendário regulatório da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
Bandeira amarela e condições climáticas
Para o mês de agosto, está vigente a bandeira tarifária amarela, que acrescenta R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos, antes da incidência de impostos, o que impacta no preço final da conta de luz.
Essa bandeira é definida pela Aneel com base nas condições de geração de energia no país e aplicada em todo o território nacional, sem gestão direta da distribuidora.
A companhia também informou ainda que houve aumento na alíquota efetiva dos tributos federais PIS/Cofins entre junho e julho, gerando um impacto de 1,83%.
Por fim, a Equatorial Goiás salientou que o valor final da conta de luz varia conforme o consumo individual de cada imóvel.
Condições climáticas com temperaturas mais elevadas podem elevar o uso de equipamentos como ventiladores e aparelhos de ar-condicionado, impactando o faturamento.
Confira a nota da Equatorial Goiás na íntegra
A Equatorial Goiás esclarece que, diferentemente da variação apontada pelo IPCA, os dados de consumo e faturamento da companhia não mostram aumento no valor médio das contas de energia no estado.
Em junho, o valor médio das faturas foi 5,3% menor na comparação com maio e, em julho, apresentou nova redução de 0,5% em relação ao mês anterior. Também não houve reajuste na tarifa da distribuidora em 2026, conforme o calendário regulatório da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
A companhia lembra que, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), calculado mensalmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mede a variação dos preços de uma cesta de produtos e serviços consumidos pelas famílias. Portanto, a variação registrada pelo indicador não corresponde, necessariamente, à evolução do valor médio das faturas de energia elétrica emitidas pela distribuidora.
A concessionária reforça que, em agosto, está vigente a bandeira tarifária amarela, que acrescenta R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos, antes da incidência de impostos. A bandeira é definida pela Aneel, órgão regulador federal, com base nas condições de geração de energia no país, e aplicada em todo o território nacional, sem qualquer gestão ou definição direta da distribuidora.
A companhia esclarece ainda que houve aumento na alíquota efetiva dos tributos federais PIS/Cofins entre junho e julho, com impacto de 1,83%. Essa oscilação ocorre porque as distribuidoras de energia apuram os valores a serem recolhidos considerando os créditos tributários gerados na aquisição de insumos e serviços, como energia comprada de geradoras, encargos setoriais e investimentos, que são compensados dos débitos incidentes sobre o faturamento.
A distribuidora salienta que o valor final da conta varia conforme o consumo de cada imóvel. Temperaturas mais elevadas podem aumentar o uso de equipamentos como ventiladores e aparelhos de ar-condicionado.
Assessoria de Imprensa da Equatorial Goiás
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