Eva Rios, especialista em oratória: “quando alguém te disser obrigado, não responda com de nada”
Pequenas mudanças nas respostas do dia a dia podem transmitir mais segurança, valorização pessoal e presença na comunicação

Algumas expressões são tão automáticas que raramente paramos para pensar no efeito que elas causam. Para a especialista em oratória Eva Rios, do perfil @evarios.oficial, substituir certas respostas pode ajudar a transmitir mais segurança e presença.
Um dos exemplos dados por ela envolve uma situação comum: quando alguém diz “obrigado”.
Em vez de responder apenas “de nada”, Eva sugere frases como “foi um prazer” ou “pode contar sempre comigo”.
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Segundo a especialista, essa mudança valoriza melhor o tempo e a energia dedicados àquela situação.
Troque desculpa por agradecimento
Outro exemplo aparece quando alguém chega atrasado.
Em vez de dizer apenas “desculpa pelo atraso”, Eva recomenda usar respostas como “obrigado por esperar” ou “agradeço a sua paciência”.
A ideia é reconhecer o incômodo causado sem deixar toda a comunicação centrada na culpa.
Evite responder “qualquer coisa”
Quando alguém pergunta o que você deseja comer, responder “qualquer coisa” pode transmitir indecisão.
Como alternativa, Eva sugere: “Você escolhe, confio no seu bom gosto”.
Segundo ela, esse tipo de resposta demonstra confiança e deixa a conversa mais leve.
“Não sei” pode ganhar outra forma
A especialista também propõe mudar a forma de responder quando alguém pergunta se você sabe fazer determinada tarefa.
No lugar de encerrar a conversa com “não sei”, uma alternativa seria dizer: “Posso aprender rapidamente”.
Nesse caso, a pessoa não finge possuir uma habilidade que ainda não tem. Porém, destaca a disposição para aprender.
Comunicação não precisa virar fórmula
Apesar das sugestões, essas respostas não precisam ser usadas de maneira rígida em todas as situações.
“De nada”, por exemplo, é uma expressão comum, educada e perfeitamente adequada em português.
O ponto levantado pela especialista está mais relacionado à escolha consciente das palavras e à maneira como a pessoa deseja se posicionar em determinadas conversas.
Assim, pequenas alterações podem funcionar como recurso de oratória e comunicação, principalmente quando a intenção é transmitir confiança sem parecer agressivo ou artificial.
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