Aos 11 anos, menino vende pavês a R$ 5 e ajuda a arrecadar quase 100 cestas básicas para famílias carentes
O que começou com ingredientes da despensa de casa virou uma mobilização que envolveu vizinhos, familiares e dezenas de famílias

Aos 11 anos, Enzo Bard encontrou uma maneira simples de ajudar famílias que enfrentavam dificuldades durante a pandemia. O menino começou a preparar pavês em casa e vendeu cada unidade por R$ 5.
A iniciativa começou no condomínio onde ele morava, no Recreio dos Bandeirantes, no Rio de Janeiro. Aos poucos, outros moradores conheceram a ideia e passaram a colaborar.
Tudo começou com os ingredientes de casa
Enzo gostava de preparar pavê e decidiu transformar a sobremesa em uma forma de arrecadar dinheiro.
No início, ele usou ingredientes que já estavam na despensa da família. Depois, separou parte do valor das vendas para comprar novos produtos e continuar preparando os doces.
O menino oferecia os pavês aos moradores do próprio condomínio. Em pouco tempo, a iniciativa alcançou prédios vizinhos.
As pessoas também começaram a divulgar os pedidos pelo WhatsApp. Assim, Enzo conseguiu ampliar as vendas e arrecadar R$ 500 com mais de 100 unidades comercializadas.
Vizinhos também entraram na corrente
A família decidiu ampliar a mobilização. Além do dinheiro arrecadado com os pavês, os moradores passaram a doar alimentos.
A mãe de Enzo, Michelle Bard, colocou uma caixa no condomínio para receber as contribuições. Os alimentos se juntavam ao dinheiro das vendas.
Quando faltava algum produto para completar uma cesta, a própria família ajudava na compra. Dessa forma, os pais também participaram da organização da iniciativa.
Os alimentos seguiam para famílias da comunidade do Coroado, na zona oeste do Rio de Janeiro. A família também recebia pães para distribuir junto com os demais produtos.
Quase 100 cestas chegaram às famílias
O esforço cresceu rapidamente. Segundo a mãe de Enzo, a mobilização já havia ajudado a montar quase 100 cestas básicas quando a história ganhou repercussão.
Enzo também participava das entregas. Com os pais, ele levava os alimentos pessoalmente às famílias atendidas.
A iniciativa surgiu depois que o menino viu pela televisão as dificuldades enfrentadas por pessoas que perderam o emprego durante o isolamento social. Ele decidiu usar uma atividade de que gostava para ajudar.
A solidariedade, aliás, já fazia parte da rotina da família. Os pais de Enzo participavam de ações sociais havia anos e levavam o filho para acompanhar algumas dessas atividades.
Assim, o que começou com alguns ingredientes disponíveis em casa ganhou a participação dos vizinhos e se transformou em uma grande corrente de solidariedade.
Aos 11 anos, Enzo não apenas vendeu mais de 100 pavês. Ele também ajudou a reunir recursos e alimentos para levar quase 100 cestas básicas a famílias que precisavam de apoio durante um dos períodos mais difíceis da pandemia.
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