Aos 11 anos, brasileiro com QI 146 aprende seis idiomas, conquista medalha em olimpíada internacional de matemática e faz a própria mãe admitir busca constante por equilíbrio
Entre idiomas, natação, olimpíadas e outros interesses, rotina do menino chama atenção pelo ritmo de aprendizado e pelo cuidado da família para preservar a infância

Aos 11 anos, Matheus Capacle Reuther já conciliava escola, natação, estudos de seis idiomas e participação em olimpíadas científicas.
Morador de Paulínia, no interior de São Paulo, o garoto teve QI 146 registrado em reportagem e foi identificado com altas habilidades.
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No resultado oficial, ele aparece como representante do Brasil na categoria de matemática do 6º ano.
Seis idiomas de forma autodidata
A curiosidade de Matheus não se limita aos números.
Segundo a reportagem, ele passou a estudar inglês, espanhol, latim, japonês, italiano e francês de forma autodidata, principalmente com o auxílio de aplicativos.
Ao mesmo tempo, continua dedicando parte da rotina à natação.
Nos momentos livres, também gosta de papercraft, atividade em que produz bonecos de papel, além de escrever livros.
Assim, interesses acadêmicos convivem com esporte e atividades criativas.
Escola identificou altas habilidades
O percurso começou a ganhar força em 2020, quando a escola pública onde Matheus estudava identificou suas altas habilidades.
A partir disso, ele passou a participar de competições como a Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas e a Olimpíada Brasileira de Astronomia.
Além disso, surgiram atividades relacionadas a robótica e programação.
Matheus também participou do quadro Pequenos Gênios, do Domingão com Huck, quando tinha 10 anos.
Medalha internacional
A medalha de bronze na SMETA ampliou uma trajetória que já incluía diferentes desafios científicos.
No resultado divulgado pela organização, Matheus aparece entre os brasileiros premiados na matemática do 6º ano.
O estudante também passou a integrar sociedades de alto QI citadas pela reportagem, entre elas Mensa, Intertel e Infinity International Society.
Mãe fala em busca por equilíbrio
Apesar do desempenho, a família procura evitar que a rotina se transforme apenas em cobrança por resultados.
A mãe, Yane Capacle Reuther, explicou que acompanhar o ritmo do filho exige atenção constante.
“É o tempo todo uma busca por esse equilíbrio, porque o Matheus tem um ritmo muito fora do padrão.”
Segundo ela, a preocupação é manter espaço para interesses prazerosos e evitar pressão excessiva.
Por isso, natação, escrita e atividades criativas continuam dividindo espaço com matemática, astronomia, programação e idiomas.
Mais do que o QI
Embora o número 146 chame atenção, a própria trajetória mostra uma infância marcada por interesses bastante variados.
A família tenta oferecer oportunidades compatíveis com a curiosidade do menino, mas sem transformar cada nova habilidade em obrigação.
Assim, a conquista internacional representa apenas uma parte de uma rotina que mistura competição, aprendizado, lazer e a tentativa constante de manter equilíbrio.
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