Miguel Gómez, especialista em decoração: “Este é o erro que você não deve cometer em ambientes integrados”

Escolhas aparentemente bonitas quando vistas separadamente podem criar uma quebra visual e fazer até um espaço amplo parecer menos harmonioso

Leticia Teixeira Leticia Teixeira -
Cozinha integrada à sala de jantar com madeira e cores semelhantes nos móveis dos dois ambientes.Cozinha integrada à sala de jantar com madeira e cores semelhantes nos móveis dos dois ambientes
(Imagem: Ilustração/IA)

Derrubar paredes e unir cozinha e sala de jantar pode deixar a casa mais ampla e facilitar a convivência. Porém, a integração física dos espaços não garante que eles funcionem visualmente como um único ambiente.

O erro está justamente em decorar cada área como se pertencesse a uma casa diferente. Móveis, cores e acabamentos que funcionam bem isoladamente podem causar uma quebra brusca quando aparecem lado a lado em uma planta aberta.

O que fazer no lugar

A solução não significa comprar móveis iguais para os dois lados. O objetivo é criar elementos de ligação entre cozinha e sala de jantar.

Uma madeira utilizada nos armários, por exemplo, pode reaparecer na mesa, nas cadeiras ou em algum detalhe decorativo. Metais presentes nos puxadores também podem conversar com luminárias ou outros elementos da área social.

O mesmo princípio vale para as cores. Em vez de escolher duas paletas completamente independentes, uma alternativa é trabalhar com tons que pertençam à mesma família ou que se complementem.

Isso não impede contrastes. Uma cor mais marcante pode até ajudar a diferenciar determinada área, desde que exista algum elemento capaz de conectá-la ao restante da decoração.

Até a escolha dos armários influencia essa leitura, e entender as diferenças entre MDF, MDP, WPC e madeira maciça ajuda a combinar estética, resistência e acabamento.

Integrado não significa igual

Texturas também podem criar continuidade. Madeira, pedra, cerâmica e tecidos não precisam aparecer nas mesmas proporções, mas repetir alguns deles nos dois setores ajuda o olhar a percorrer o ambiente sem encontrar uma ruptura evidente.

Ao mesmo tempo, cozinha e sala continuam tendo funções diferentes. Tapete, iluminação pendente, mesa e disposição dos móveis podem delimitar a área de jantar sem a necessidade de erguer paredes.

Quem deseja algum controle sobre cheiros e bagunça ainda pode recorrer à cozinha semiaberta, que mantém parte da integração por meio de vidro, painéis ou divisórias.

Em imóveis menores, outro cuidado é não preencher cada espaço disponível. Recursos como prateleiras abertas podem dar mais leveza visual, embora exijam mais organização.

Assim, o ponto principal não é fazer cozinha e sala parecerem idênticas. A ideia é permitir que cada uma mantenha sua função enquanto cores, materiais e acabamentos deixam claro que ambas pertencem ao mesmo projeto.

Siga o Portal 6 no Google News e fique por dentro de tudo!

Leticia Teixeira

Leticia Teixeira

Estudante de Jornalismo e estagiária do Portal 6. É curiosa, apaixonada por comunicação e está sempre em busca de aprender, observar e contar boas histórias.

Você tem WhatsApp ou Telegram? É só entrar em um dos grupos do Portal 6 para receber, em primeira mão, nossas principais notícias e reportagens. Basta clicar aqui e escolher.