Em um ano, Goiânia tira cerca de 20 mil pacientes da fila de espera de cirurgias eletivas

Entre as medidas tomadas para atingir essa marca está a recente parceria com o Hospital Santa Maria

Gustavo de Souza Gustavo de Souza -
Em um ano, Goiânia tira cerca de 20 mil pacientes da fila de espera de cirurgias eletivas
(Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

No último ano, cerca de 20 mil pessoas saíram da fila de espera por cirurgias eletivas do Sistema Único de Saúde (SUS) em Goiânia. A redução representa 39% dos números de 2025 para 2026, que foram de cerca de 60 mil pacientes para aproximadamente 40 mil.

Entre as medidas tomadas para atingir essa marca está a recente parceria com o Hospital Santa Maria, que aderiu ao Crédito Financeiro do programa Agora Tem Especialistas, elaborado pelo Ministério da Saúde (MS).

A unidade é a primeira do estado de Goiás a integrar o projeto e irá realizar mais de 620 procedimentos da fila de regulação municipal.

As operações previstas incluem cirurgias cardiovasculares, ginecológicas, vasculares e do aparelho digestivo, que serão feitas dentro do limite financeiro estabelecido pela iniciativa do Governo Federal.

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) é quem encaminha os pacientes de acordo com as necessidades identificadas pela regulação. Segundo Luiz Pellizzer, nome à frente da pasta, a estratégia também pode contemplar municípios pactuados com Goiânia.

“Nosso objetivo é fazer com que essa fila [de espera por cirurgias eletivas] continue diminuindo e que as pessoas tenham acesso ao tratamento de que precisam com mais agilidade”, declara Pellizzer.

Redução para além das cirurgias eletivas

A fila de espera para procedimentos cirúrgicos não foi a única que diminuiu na capital; o número de pessoas aguardando consultas especializadas também foi reduzida.

Em medições feitas entre maio de 2025 e julho de 2026, a fila para atendimento oftalmológico chegou perto de ser zerada, indo de 35.456 agendamentos para 589 — uma diferença de 98,3%. Outra grande queda foi a de espera por cirurgias plásticas, que, no mesmo recorte de tempo, foi de 35.801 para 1.562, representando 95,6%.

Outras áreas apresentaram diminuição menos vertiginosas, como angiologia, que cuida de doenças venosas (-54,7%), neurologia (-29,6%), endocrinologia e metabologia (-26,5%).

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Gustavo de Souza

Gustavo de Souza

Estudante de jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG) e repórter do Portal 6.

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