Brasil se retira da plenária da ONU durante discurso de Netanyahu

Delegação brasileira deixou o plenário da Assembleia-Geral da ONU durante discurso de Benjamin Netanyahu nesta quinta-feira (24)

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Brasil se retira da plenária da ONU durante discurso de Netanyahu
(Imagem: Captura de Tela/YouTube/FRANCE 24)

MAYARA PAIXÃO

NOVA YORK, EUA (FOLHAPRESS) – A delegação do Brasil abandonou o plenário da Assembleia-Geral da ONU, em Nova York, durante discurso do primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, na tarde desta quinta-feira (24). O mesmo havia sido feito no ano passado.

O israelense foi vaiado por muitos dos presentes, e a debandada do espaço foi massiva, feita também por diversas outras delegações. O presidente da sessão, Khalilur Rahman, teve de pedir mais de uma vez ordem no espaço. E Netanyahu disse que “se outros covardes morais ainda estivessem presentes, poderiam se retirar”.

Durante seu discurso nas Nações Unidas na terça (22), quando abriu os debates, o presidente Lula (PT) mencionou nominalmente Bibi, como o israelense é conhecido, e o acusou de praticar genocídio em Gaza.

“Gerações de palestinos carregarão a dor e o trauma deixados pelo genocídio praticado pelo governo Netanyahu contra mulheres e crianças em Gaza”, disse o petista, que retornou ao Brasil naquele dia.

A delegação do Brasil no momento do discurso de Netanyahu era composta por funcionários da missão do Brasil na ONU; o chanceler Mauro Vieira, que segue em agenda em Nova York, não estava no momento. Ele participava, justamente, de um evento em apoio à agência da ONU para refugiados palestinos, a UNRWA.

Há um mandato de prisão emitido pelo Tribunal Penal Internacional contra Bibi por crimes de guerra e crimes contra a humanidade. Como não são signatários do Estatudo de Roma, base jurídica do TPI, os EUA não se veem obrigados a cumprir a ordem em sua jurisdição, de modo que uma viagem de Netanyahu ao país, como a de agora, ocorre sem maiores problemas.

O prefeito de Nova York, o muçulmano Zohran Mamdani, chegou a dizer, há alguns meses, que mandaria prender Bibi caso ele pisasse em Nova York. Depois voltou atrás, reconhecendo que não tinha autoridade para isso. Protestos foram realizados em Nova York, uma cidade com alta concentração de judeus, contra a presença de Bibi na ONU.

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