Nissan fecha 7 fábricas e corta 20 mil empregos após prejuízos bilionários e queda nas vendas
Montadora reduz estrutura global após queda nas vendas e prejuízo de mais de 500 bilhões de ienes no último exercício
A Nissan continua colocando em prática uma ampla reestruturação mundial que vai reduzir fábricas, empregos e despesas depois de dois exercícios marcados por prejuízos bilionários e vendas menores.
Batizado de Re, o plano prevê diminuir a rede de produção de veículos de 17 para 10 unidades até o ano fiscal de 2027.
Além disso, a companhia estabeleceu a redução de 20 mil postos entre os anos fiscais de 2024 e 2027.
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Resultados ainda pressionados
Os números mais recentes mostram que os problemas financeiros não desapareceram.
No exercício encerrado em março de 2026, a Nissan registrou prejuízo líquido de 533,1 bilhões de ienes japoneses, embora o resultado tenha melhorado frente à perda de 670,9 bilhões de ienes no período anterior.
Ao mesmo tempo, as vendas globais recuaram de 3,346 milhões de veículos no ano fiscal de 2024 para 3,15 milhões no exercício seguinte.
A receita também caiu de 12,63 trilhões para aproximadamente 12 trilhões de ienes.
A reestruturação, porém, não significa que sete fábricas tenham fechado simultaneamente. Em maio de 2026, a Nissan informou que a consolidação envolvendo sete locais estava em execução, inclusive com transferências de produção.
No Brasil, a situação é diferente. A empresa confirmou em 2026 que o programa global não prevê o fechamento da fábrica brasileira nem a eliminação dos 20 mil empregos no país.
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