O nome feminino que antigamente era considerado feio e que hoje virou tendência entre os mais bonitos do Brasil
Dados de diferentes gerações revelam uma mudança impressionante: escolha passou de raríssima a presença constante nas certidões brasileiras

Alguns nomes atravessam décadas praticamente esquecidos e, de repente, começam a aparecer em milhares de certidões. É exatamente o que aconteceu com o nome feminino que antigamente quase não era registrado no Brasil: Maitê.
Os dados históricos disponibilizados a partir do Censo do IBGE mostram uma transformação pouco comum. Entre as pessoas nascidas na década de 1950 e recenseadas em 2022, apenas 20 receberam esse nome.
Nas gerações seguintes, porém, a curva começou a mudar, e ganhou força de maneira impressionante nos últimos anos.
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De dezenas para milhares
Na década de 1960, o levantamento aponta apenas 67 pessoas chamadas Maitê. Nos anos 1970, eram 193.
A primeira aceleração mais perceptível aconteceu na década de 1980, com cerca de 1.190 ocorrências. Nos anos 1990, o número passou para 1.686 e, entre 2000 e 2009, chegou a aproximadamente 2.406.
Depois disso, o crescimento mudou de patamar.
Entre 2010 e 2019, o Censo 2022 identificou aproximadamente 14,6 mil pessoas chamadas Maitê nascidas no período.
E somente entre 2020 e 2022 foram registradas cerca de 39,5 mil pessoas com o nome.
Maitê virou um dos favoritos
Os registros de nascimento mais recentes mostram que a tendência continuou depois do Censo.
Segundo o Portal da Transparência do Registro Civil, Maitê apareceu aproximadamente 22 mil vezes em 2025.
Com isso, ficou atrás apenas de Helena entre os nomes femininos simples mais registrados no Brasil naquele ano. No ranking geral, que também inclui nomes masculinos, ocupou a quarta posição.
Para efeito de comparação, havia tão poucas Maitês nas gerações antigas que o crescimento atual representa uma mudança completa no perfil do nome.
O que significa Maitê
Maitê tem origem basca e deriva de uma palavra associada aos sentidos de “amada” ou “querida”.
A sonoridade curta, com apenas duas sílabas, também segue uma tendência observada entre nomes bastante escolhidos atualmente.
A Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil) aponta que preferências familiares são influenciadas por fatores culturais, religiosos, referências da mídia e mudanças de gosto ao longo das gerações.
Por isso, não é possível atribuir o crescimento de Maitê a uma única causa.
Ainda assim, os números mostram com clareza que o nome feminino que antigamente quase não era registrado deixou de ser uma escolha rara para ocupar as primeiras posições entre os nomes de meninas no país.
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