Levar relógio para ir ao mercado: para que serve e por que é recomendado, segundo pesquisa
Controlar um detalhe aparentemente simples durante as compras pode reduzir a exposição a tentações que não estavam previstas antes de sair de casa

Entrar no supermercado para buscar meia dúzia de produtos e sair com o carrinho cheio é uma situação bastante comum.
Promoções, pontas de gôndola, degustações e produtos posicionados estrategicamente criam oportunidades o tempo todo para colocar no carrinho algo que nem estava nos planos.
Por isso, levar um relógio pode ter uma utilidade que vai além de simplesmente saber as horas.
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A ideia é usar o acessório como uma forma de controlar quanto tempo a compra vai durar.
Pesquisas sobre comportamento do consumidor mostram que limitar o tempo passado dentro da loja pode ajudar a reduzir compras não planejadas.
Um estudo publicado no Journal of Marketing identificou que algumas estratégias, como usar uma lista, visitar menos corredores e controlar o tempo dentro do estabelecimento, aparecem associadas a menos compras por impulso.
A explicação é relativamente simples.
Quanto mais tempo a pessoa permanece no supermercado, maior também é a quantidade de produtos, promoções e estímulos que ela encontra pelo caminho.
Às vezes, basta colocar um item inesperado no carrinho para lembrar de outra coisa e abrir espaço para uma sequência de compras que não estava prevista quando a pessoa entrou.
O relógio entra justamente como um pequeno limite.
Antes de começar, por exemplo, dá para decidir que a compra precisa terminar em 25 ou 30 minutos e acompanhar se o passeio pelos corredores está demorando mais do que deveria.
O celular também pode ser usado para isso, mas tem uma diferença prática.
Ao desbloquear a tela apenas para conferir as horas, a pessoa pode acabar parando para responder mensagens, olhar notificações ou se distrair com outros aplicativos.
Com o relógio no pulso, a informação aparece imediatamente.
Isso não significa, porém, que a melhor estratégia seja transformar a ida ao mercado em uma corrida.
Pressa demais também pode atrapalhar e fazer a pessoa escolher produtos sem comparar preço, quantidade ou qualidade.
O objetivo é apenas evitar permanecer no supermercado por muito mais tempo do que a compra realmente exige.
Outra estratégia que ajuda é fazer uma lista antes de sair de casa.
Quando a pessoa já sabe o que precisa comprar, diminui a quantidade de decisões tomadas em frente às prateleiras.
Organizar os produtos pela ordem dos setores também pode facilitar.
Quem precisa de arroz, feijão, leite, carne e itens de higiene, por exemplo, consegue ir diretamente até esses pontos em vez de passar por todos os corredores.
Isso também reduz a exposição a produtos colocados justamente para chamar atenção e incentivar compras extras.
E existe outro detalhe importante: promoção nem sempre significa economia.
Se um produto que custava R$ 20 aparece por R$ 15, mas ele não estava na lista e nem era necessário, a pessoa não economizou R$ 5. Na prática, gastou R$ 15 que não pretendia gastar.
Por isso, o relógio pode funcionar como um lembrete simples de que aquela compra tem começo, objetivo e hora para terminar.
Ele não reduz a conta do supermercado sozinho, mas pode ajudar quem já entra com uma lista e um planejamento a não transformar uma compra rápida em um passeio cheio de gastos extras.
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