Eleições em Goiás terminam com 53 urnas trocadas, três prisões e 26 ocorrências
Primeiro balanço apontava oito trocas em cidades goianas, mas número subiu ao longo do dia. TRE-GO também contabilizou 23 TCOs

O número de urnas eletrônicas substituídas durante o primeiro turno das eleições em Goiás subiu de oito, nas primeiras horas da manhã, para 53 até o fim das votações deste domingo (04), segundo balanço divulgado pelo Tribunal Regional Eleitoral de Goiás (TRE-GO).
As primeiras trocas haviam sido registradas em Goialândia, Goianápolis, Itajá, Jaraguá, Nerópolis, Santa Helena, Santo Antônio e Trindade. Ao longo do dia, novas intercorrências técnicas foram identificadas em outras seções, elevando o total estadual para 53 equipamentos substituídos.
Segundo o secretário de Tecnologia da Informação do TRE-GO, Frank Wendell Ribeiro, as falhas iniciais estavam relacionadas a dispositivos de segurança das urnas e não representavam vulnerabilidade no sistema.
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Ele explicou que parte dos problemas pode ocorrer durante o transporte dos equipamentos até os locais de votação. Como as urnas possuem diferentes camadas de segurança, qualquer alteração em algum componente pode fazer com que o equipamento trave e precise ser substituído.
Em todos os casos, foram utilizadas urnas de contingência, mantidas como reserva para situações desse tipo.
Três prisões foram registradas
Além das substituições, o balanço apresentado pelo desembargador Gerson Cintra, responsável pela segurança das eleições no TRE-GO, apontou três prisões durante o dia.
Uma delas ocorreu em Carmo do Rio Verde, por importunação sexual. A outra foi registrada em Campos Belos, por desacato, conforme informações repassadas pela Secretaria de Segurança Pública de Goiás (SSP-GO).
O tribunal também contabilizou 26 Termos Circunstanciados de Ocorrência (TCOs) relacionados a crimes eleitorais.
Entre os registros estão cinco ocorrências de boca de urna, duas de propaganda eleitoral irregular, dois desacatos e uma recusa ao serviço eleitoral.
Filas em alguns pontos
Durante a coletiva, Elizabeth confirmou a formação de filas em determinados locais de votação, mas afirmou que não houve conflitos ou transtornos relevantes por causa da espera.
Segundo ela, o tempo maior de votação está relacionado à quantidade de cargos em disputa neste ano.
“São seis votos que cada eleitor precisa digitar na urna eletrônica e, com isso, demanda-se tempo, muitas vezes pela dificuldade de entender todo o manuseio da urna eletrônica”, explicou.
A presidente do TRE-GO também reforçou a recomendação para que os eleitores levem uma anotação com os números dos candidatos escolhidos, a chamada “colinha eleitoral”, para agilizar o processo.
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