Mesmo podendo escolher dois candidatos ao Senado, mais de 100 mil goianos digitaram o mesmo número duas vezes e anularam o segundo voto

Levantamento do Portal 6 nos arquivos do TSE mostra que Gayer liderou os registros de repetição, seguido por Calil e Gracinha

Denilson Boaventura Denilson Boaventura -
Mesmo podendo escolher dois candidatos ao Senado, mais de 100 mil goianos digitaram o mesmo número duas vezes e anularam o segundo voto
Levantamento do Portal 6 nos arquivos do TSE mostra que Gayer liderou os registros de repetição, seguido por Calil e Gracinha. (Fotos: Reprodução)

Mais de 100 mil eleitores de Goiás abriram mão de escolher um segundo nome para o Senado ao confirmar novamente o número do candidato em quem já haviam votado nas eleições de domingo (04).

Um levantamento realizado pelo Portal 6 nos Registros Digitais do Voto (RDV) do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) identificou 100.822 votos anulados por repetição. Foram analisados os arquivos das 15.686 seções eleitorais dos 246 municípios goianos.

Neste ano, estavam em disputa duas cadeiras por estado, e cada eleitor podia votar em dois candidatos diferentes. Ao repetir o mesmo nome, apenas a primeira escolha era contabilizada para o concorrente. A segunda virava voto nulo.

Gustavo Gayer (PL) concentrou a maior quantidade de repetições: 36.177 eleitores confirmaram seu número, 222, nas duas escolhas. Ele foi o mais votado na disputa e conquistou uma das vagas.

Zacharias Calil (MDB), que terminou em terceiro e não se elegeu, teve 16.907 registros de repetição. Gracinha Caiado (UB), vencedora da outra cadeira, apareceu na sequência, com 16.768.

Também foram identificados votos repetidos em Vanderlan Cardoso (PSD), com 10.110; Gustavo Mendanha (PRD), 6.507; Oséias Varão (PL), 5.914; Isaura Lemos (PSB), 3.956; e Cíntia Dias (PSOL), 3.331.

Completam a relação Ernesto Roller (PSDB), com 629; Iure Castro (Cidadania), 436; e Guilherme Darques (UP), 87.

Os arquivos distinguem essas repetições dos demais votos nulos, mas não revelam a intenção dos eleitores. Assim, não é possível afirmar quantos desconheciam a regra ou decidiram anular a segunda escolha.

Gayer e Gracinha ficaram com as vagas

Na votação válida, Gayer terminou com 1.639.247 votos, enquanto Gracinha recebeu 1.458.522. Os dois exercerão mandatos de oito anos a partir de 2027.

A classificação completa ficou assim:

  • Gustavo Gayer (PL): 1.639.247 votos — 24,53%
  • Gracinha Caiado (UB): 1.458.522 votos — 21,83%
  • Zacharias Calil (MDB): 998.319 votos — 14,94%
  • Oséias Varão (PL): 676.930 votos — 10,13%
  • Vanderlan Cardoso (PSD): 633.843 votos — 9,49%
  • Gustavo Mendanha (PRD): 578.418 votos — 8,66%
  • Isaura Lemos (PSB): 348.290 votos — 5,21%
  • Cíntia Dias (PSOL): 288.637 votos — 4,32%
  • Ernesto Roller (PSDB): 28.927 votos — 0,43%
  • Iure Castro (Cidadania): 23.714 votos — 0,35%
  • Guilherme Darques (UP): 7.147 votos — 0,11%

A disputa somou 659.977 votos nulos, dos quais 100.822 foram anulados por repetição do candidato, além de 591.005 votos em branco.

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Denilson Boaventura

Denilson Boaventura

Graduado em Comunicação Social com habilitação em Publicidade e Propaganda pela Universidade Federal de Goiás (UFG). Especialista em Marketing, Estratégia e Inovação Digital pelo Centro Universitário Araguaia (UniAraguaia).

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