Após 4.500 anos, pirâmide do Egito revela dois espaços escondidos atrás de blocos de granito que podem indicar uma segunda entrada
Pesquisadores utilizaram três tecnologias para investigar uma estrutura milenar e encontraram sinais que podem mudar o conhecimento sobre o monumento

Uma descoberta na pirâmide do Egito está levantando novas perguntas sobre os segredos que ainda permanecem escondidos em construções com aproximadamente 4.500 anos.
Pesquisadores identificaram duas possíveis cavidades atrás de blocos de granito, em uma região que pode abrigar uma entrada até então desconhecida.
A descoberta aconteceu na Pirâmide de Miquerinos, a menor das três grandes pirâmides do complexo de Gizé, no Egito.
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O estudo reuniu pesquisadores de instituições como a Universidade do Cairo e a Universidade Técnica de Munique, na Alemanha.
Segundo o artigo científico publicado em abril de 2025 na revista NDT & E International, a equipe investigou a face leste do monumento, onde existem blocos de granito polidos semelhantes aos encontrados ao redor da entrada principal, localizada na face norte.
Essa semelhança já havia motivado a hipótese de uma segunda passagem. Entretanto, até então, os pesquisadores não tinham evidências suficientes para confirmar a existência de espaços atrás das pedras.
Tecnologias revelaram duas possíveis cavidades
Para investigar a estrutura sem danificá-la, os cientistas combinaram três métodos: tomografia de resistividade elétrica, radar de penetração e testes ultrassônicos.
As tecnologias permitiram analisar o interior da construção e identificar duas anomalias que, segundo os pesquisadores, provavelmente correspondem a espaços preenchidos por ar.
A primeira apresenta aproximadamente 1,5 metro por 1 metro e começa a cerca de 1,35 metro de profundidade. Já a segunda mede aproximadamente 90 por 70 centímetros e aparece a 1,13 metro da superfície.
Além disso, simulações computadorizadas reforçaram a interpretação de que existem cavidades atrás do revestimento externo de granito.
Apesar dos resultados, os cientistas ainda não sabem até onde esses espaços se estendem ou se possuem ligação com algum corredor interno.
Por isso, a descoberta não confirma a existência de uma segunda entrada. A possibilidade continua sendo uma hipótese que exige novas investigações.
Os autores também recomendam utilizar outras técnicas não invasivas para compreender melhor as estruturas e discutir os resultados com especialistas em egiptologia.
Assim, mesmo depois de aproximadamente 4.500 anos, a Pirâmide de Miquerinos continua oferecendo pistas sobre sua construção e sobre partes que ainda podem permanecer desconhecidas.
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