“Hoje é o dia que vai ficar para os livros de história do Brasil”, diz Boulos em Goiânia

Ministro celebrou avanço pelo fim da escala 6x1 e defendeu mudanças nas relações de trabalho durante discurso na capital goiana

Pedro Ribeiro Pedro Ribeiro -
"Hoje é o dia que vai ficar para os livros de história do Brasil", diz Boulos em Goiânia
(Foto: Reprodução)

O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos (PSOL), participou de um ato em apoio à candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), nesta quarta-feira (14), em Goiânia. Durante o evento, realizado na Praça Universitária, ele criticou o adversário Flávio Bolsonaro (PL), defendeu mudanças nas relações de trabalho e pediu mobilização dos apoiadores na reta final da campanha.

A manifestação ocorreu no mesmo dia em que o Senado aprovou, em primeiro turno, a proposta de emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6×1.

O texto estabelece a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, com duas folgas por semana e sem diminuição salarial. Uma segunda votação ainda estava prevista para a noite desta quarta-feira.

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Boulos critica proposta trabalhista de Flávio

Durante o discurso, o ministro afirmou que a discussão sobre o fim da escala 6×1 não deveria ser tratada como uma medida exclusivamente eleitoral. Segundo ele, a proposta já poderia ter avançado antes do período de campanha.

Boulos também criticou uma iniciativa defendida por Flávio Bolsonaro relacionada ao pagamento por horas trabalhadas. Na avaliação do ministro, a proposta poderia colocar em risco garantias como férias remuneradas, décimo terceiro salário e outros direitos trabalhistas.

O senador, por sua vez, declarou apoio ao fim da escala 6×1, enquanto defende uma proposta alternativa de organização das relações de trabalho. A discussão se tornou um dos temas explorados pelas campanhas na reta final da disputa presidencial.

Ministro comenta apoio de Daniel Vilela

Questionado sobre o apoio do governador de Goiás, Daniel Vilela (MDB), à candidatura de Flávio Bolsonaro, Boulos atribuiu a decisão à relação política entre o governador e seu antecessor, Ronaldo Caiado (PSD), que também declarou apoio ao senador.

“Eu acho que ele fez isso pela lealdade que ele tinha ao Ronaldo Caiado. Acho que nem sei se é a posição dele”, afirmou.

O ministro também minimizou o peso dos apoios políticos na definição do resultado eleitoral. Para ele, a decisão dependerá principalmente da vontade dos eleitores e da avaliação que fizerem sobre as propostas apresentadas pelos candidatos.

Boulos aposta em mobilização popular

Durante o ato, o ministro afirmou que a campanha de Lula precisa ampliar o diálogo com pessoas de diferentes posições políticas.

Ele também criticou declarações de Flávio Bolsonaro sobre mudanças na Constituição e a formação de uma equipe ministerial antes do encerramento da disputa.

Boulos demonstrou confiança em um resultado favorável ao presidente, tanto em Goiás quanto no cenário nacional, mas reconheceu que a eleição será acirrada.

A manifestação teve concentração na Praça Universitária, seguida de caminhada pela Avenida Universitária até a Praça Cívica. Entre as lideranças presentes estavam a deputada federal Adriana Accorsi (PT), a deputada estadual Bia de Lima (PT), Fabrício Rosa (PT) e Edward Madureira (PT), além de Luis Cesar Bueno (PT).

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Pedro Ribeiro

Pedro Ribeiro

Jornalista formado pela Universidade Federal de Goiás. Atua no Portal 6 desde 2022, passando pelas editorias de Comportamento, Utilidade Pública e temas que dialogam diretamente com a opinião pública e cotidiano da população.