De cantora lírica formada pela UFG a poderosa do agro: conheça a empresária goiana que entrou para a lista das 100 mais poderosas da Forbes
À frente de empresas de inovação e tecnologia para o agronegócio, Nathália Secco ganhou reconhecimento nacional ao lado de outras duas lideranças do setor no estado

Uma carreira que começou nos palcos, passou por uma cirurgia que comprometeu a voz e acabou levando ao agronegócio. Essa é a trajetória da empresária goiana Nathália Secco, de 34 anos, que acaba de entrar para a lista das 100 Mulheres Poderosas do Agro de 2026, elaborada pela revista Forbes Brasil.
Divulgada no último dia 15, em homenagem ao Dia Internacional da Mulher Rural, a seleção reconhece produtoras, pesquisadoras e empresárias que se destacam no setor.
Formada em Música pela Universidade Federal de Goiás (UFG), Nathália começou a cantar ainda criança e lançou o primeiro disco aos 14 anos, pela Universal Music.
Aos 16, ingressou no curso de Canto Lírico da universidade. No entanto, um problema vocal congênito mudou seus planos e exigiu uma cirurgia, além de um processo de reabilitação para reaprender a cantar.
A mudança de carreira veio depois de uma experiência de quatro anos na empresa dos pais, ligada ao agronegócio.
Em 2019, ela fundou o Orchestra Innovation Center, em Rio Verde, no Sudoeste de Goiás, considerado a primeira aceleradora de startups do agro no estado.
Três anos depois, criou a Orchestra Ventures, com um fundo de investimento de R$ 6 milhões, formado por recursos próprios, de empresas e de produtores rurais.
As tecnologias desenvolvidas e apoiadas pelos negócios já alcançaram aproximadamente 200 mil hectares de plantações de soja, milho, cana-de-açúcar e algodão. Entre os resultados apresentados estão ganhos de produtividade e redução média de 40% nos custos com herbicidas.
O trabalho também rendeu reconhecimento internacional. Em 2025, Nathália se tornou a primeira brasileira a vencer uma premiação do Global Women in Agritech, realizado na Bélgica.
Goiás conta com três lideranças femininas do agro goiano reconhecidas pela Forbes
Além de Nathália, a Forbes também destacou outras duas mulheres com trajetórias de destaque no agronegócio de Goiás.
Uma delas é Ana Amélia Paulino, pecuarista e presidente do Sindicato Rural de Porangatu, no Norte de Goiás.
Ela foi a primeira mulher a assumir o comando da entidade em 58 anos de história e administra uma fazenda com aproximadamente 3 mil bovinos da raça Nelore.
Outra selecionada foi Camila Colpo, engenheira agrônoma e presidente do conselho de administração da Boa Safra Sementes, empresa sediada em Formosa, no Entorno do Distrito Federal.
A companhia, da qual é cofundadora, faturou R$ 2,6 bilhões em 2025 e possui aproximadamente 10% do mercado nacional de sementes de soja.
Esta é a segunda edição da lista das 100 Mulheres Poderosas do Agro, publicada pela primeira vez em 2021. A seleção considera a capacidade de decisão, a influência e o impacto das profissionais no setor.
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