Idoso encontrado morto com a esposa em Anápolis tinha histórico de depressão e estava ao lado de arma, detalha delegado

Titular do Grupo de Investigação de Homicídios explicou o que já se sabe e o que perícia ainda vai esclarecer

Natália Sezil Natália Sezil -
Delegado deu detalhes sobre idoso e companheira encontrados mortos em residência de Anápolis.
Delegado deu detalhes sobre casal encontrado morto em residência de Anápolis. (Foto: Rota Policial Anápolis e Reprodução)

O delegado Cleiton Lobo, titular do Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) de Anápolis, explicou que o idoso encontrado morto em casa, junto com a companheira, tinha histórico de depressão profunda.

José Clemente da Silva, de 75 anos, e Inah Barbosa Costa, de 42, foram achados sem vida em uma residência na Vila João Luiz de Oliveira, na manhã desta terça-feira (20).

A suspeita inicial é de que se trate de um feminicídio seguido de suicídio, ou seja, que o idoso tenha matado a esposa e tirado a própria vida em seguida.

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A hipótese ainda precisa ser confirmada, mas o delegado explicou, em coletiva de imprensa, que um dos possíveis argumentos é de que uma arma de fogo foi encontrada ao lado do casal, na cama.

Em conversa com familiares, Lobo apurou que José tinha o costume de contatar a família diariamente, seja por mensagens ou com visitas. Na segunda-feira (19), ele teria ido a Goianápolis e também ao médico, onde teria ouvido que estava em depressão profunda.

Parentes ainda indicaram que o casal passava por discussões, mas que isso não acendia um alerta. Também afirmaram que os dois tomavam medicamentos para problemas de saúde e, às vezes, misturavam o remédio com bebida alcoólica, o que é contraindicado.

O que falta esclarecer

Apesar das hipóteses inicias, o GIH ainda precisa esclarecer vários pontos junto à Polícia Científica. O delegado explicou que apenas a perícia poderá dizer se a arma de fogo encontrada na residência foi a que disparou os tiros contra o casal.

A equipe também deve responder dúvidas sobre a dinâmica do ocorrido, para investigar se realmente se trata de um feminicídio seguido de suicídio. A partir daí, as autoridades poderão apurar a motivação do crime.

Natália Sezil

Natália Sezil

Chegou no Portal 6 como estagiária de jornalismo e foi promovida a repórter. Apaixonada por boas histórias, gosta de ouvir as pessoas, entender contextos e transformar relatos em narrativas que informam e conectam o público.