Sofreu ameaça ou boicote por ter votado em Lula? Goiás agora tem canal para denunciar
Serviço funciona por telefone e dá orientação jurídica; iniciativa vem depois de agressões em Rio Verde e Goiânia e de um salto nas queixas ao MPT

Quem sofre ameaças, retaliações ou tentativas de boicote por causa de opiniões políticas em Goiás agora tem um canal para denunciar. O serviço acolhe vítimas de assédio eleitoral e de perseguição por voto.
O Partido Socialista Brasileiro (PSB) lançou o canal nesta quarta-feira (28) para atender pessoas perseguidas por supostamente terem votado em Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a Presidência da República.
A iniciativa surge depois de uma sequência de casos de agressão ou ameaça registrados desde o último domingo (25). Como o Portal 6 mostrou, um jovem sofreu agressão física em Rio Verde e um idoso, em Goiânia.
Além disso, circularam nas redes sociais listas de empresas supostamente “petistas”, com pedidos de boicote.
Denúncias de assédio eleitoral saltam de 8 para 38 em Goiás
Segundo o PSB, as denúncias de assédio eleitoral registradas no Ministério Público do Trabalho (MPT) também motivaram a criação do canal. Os relatos envolvem pressões, constrangimentos e ameaças de patrões a funcionários.
Até a última quinta-feira (22), o MPT contabilizava 38 registros em Goiás. No levantamento anterior, divulgado em agosto, eram oito. Em todo o Brasil, o número chegou a 1.937 denúncias até a última segunda-feira (26).
Como denunciar
O canal do PSB funciona pelo telefone (62) 99837-8018, das 9h às 18h. Por ali, as vítimas relatam os casos e recebem orientação jurídica.
Segundo o partido, o objetivo é ajudar a apurar os episódios, preservar os direitos de quem sofreu intimidação e fortalecer o respeito à liberdade política.
A vereadora Aava Santiago (PSB), presidente estadual da sigla, afirmou que “viver em uma democracia significa respeitar também quem pensa diferente. É absurdo que alguém tenha medo de perder o emprego, de sofrer uma agressão ou de ver seu negócio prejudicado porque votou em Lula”.
Formalmente, porém, as denúncias têm dois destinos oficiais. Quando envolvem a relação entre empregador e funcionário, o caminho é o Ministério Público do Trabalho. Já os casos de assédio eleitoral vão ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE).
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