Os 3 tipos de piso que os pedreiros evitam colocar na própria casa e que muita gente escolhe na loja sem saber
Brilho, aparência de madeira e preço baixo podem pesar na escolha, mas instalação, umidade e desgaste merecem atenção antes da compra

Na loja, é comum escolher o piso pela aparência, pelo preço ou pela sensação que ele causa no mostruário. Na obra, porém, profissionais costumam olhar também para aderência, resistência à água, facilidade de limpeza e durabilidade, características que podem transformar uma opção bonita em fonte de manutenção constante.
Isso não significa que existam revestimentos ruins em qualquer situação. O problema aparece principalmente quando o material é usado no ambiente errado. Entre os que exigem mais cuidado estão o porcelanato polido, o laminado e algumas cerâmicas esmaltadas de baixa resistência.
1. Porcelanato polido
O brilho intenso ajuda a deixar salas e quartos visualmente mais amplos, mas o porcelanato polido merece cautela em cozinhas, banheiros, varandas e outros locais sujeitos à água.
Manuais técnicos recomendam maior atrito para áreas molhadas. Por isso, fabricantes orientam preferir acabamentos naturais, acetinados ou antiderrapantes nesses locais. Quando molhado, o polido pode ficar bastante escorregadio.
Além disso, o acabamento brilhante tende a evidenciar marcas, riscos e sujeira com mais facilidade.
2. Piso laminado
O laminado imita madeira, tem instalação rápida e costuma proporcionar conforto térmico. Entretanto, a umidade continua sendo seu principal ponto fraco.
O núcleo de muitos modelos é produzido com fibras de madeira. Quando há infiltração ou água acumulada, as réguas podem inchar, deformar ou perder o encaixe. Por isso, ele funciona melhor em quartos, salas e outras áreas secas.
Outro detalhe é o contrapiso. Irregularidades precisam ser corrigidas antes da instalação para evitar problemas posteriores.
3. Cerâmica de baixa resistência
A cerâmica continua sendo uma opção acessível e durável quando corretamente especificada. O cuidado está em comprar um modelo pensado para pouco tráfego e utilizá-lo em corredores, cozinhas ou áreas muito movimentadas.
Nessas situações, a camada superficial pode sofrer desgaste mais rápido, perdendo acabamento justamente nos pontos de maior circulação. Por isso, não basta observar desenho e preço: a classificação de uso informada pelo fabricante também precisa entrar na decisão.
O ambiente deve definir a escolha
Antes de fechar a compra, vale considerar se o local recebe água, sol, muita circulação ou produtos de limpeza frequentes.
Até um piso tecnicamente excelente pode dar problema quando usado no ambiente inadequado. Por outro lado, porcelanato polido, laminado e cerâmica mais simples podem funcionar muito bem quando instalados exatamente onde foram projetados para ficar.
Siga o Portal 6 no Google News e fique por dentro de tudo!