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Em ano de alta do desemprego, da inflação e recessão, Bolsa Família encolhe em Anápolis

O ano de 2015 se tornou o mais crítico em duas décadas. Com uma economia encolhendo quase 3%¨, desemprego e inflação na casa dos 9%,  o Real desvalorizando com força e um cenário político que fez o país perder o grau de investimento em setembro, não resta  alternativas aos mais pobres do país senão: sofrer.

Nessa conjuntura ruim há mais uma novidade amarga. Os programas sociais e de complementação de renda, bote salva-vida para as famílias de baixa renda mesmo nos tempos de bonança econômica no Brasil, começam a encolher. E o Bolsa Família é o novo atingido.

Em Anápolis o programa já encolheu quase 7% somente neste ano. Antes das eleições, o Bolsa Família chegou a atender 15.577 famílias na cidade. Em agosto deste ano, de acordo com a coordenadora local do programa, Fabiana Bittar, apenas 14.564 beneficiários receberam o benefício.

Os cortes no número de atendidos pelo Bolsa Família assustam quando comparados a nível nacional. Somente em 2015 quase 800 mil famílias foram excluídas num pente fino silencioso que o Ministério do Desenvolvimento Social tem promovido ao cruzar dados do INSS. Aposentados pelo Fundo Rural ou pessoas que estejam recebendo o Seguro Defeso, por exemplo, foram atingidas e não estão recebendo mais o benefício.

Criado para complementar e transferir renda, atendidos pelo Bolsa Família tem queda em 2015 em todo o país. (Foto: Reprodução)
Criado para transferir renda, Bolsa Família tem  número de atendidos reduzidos em 2015. (Foto: Reprodução)

A queda no número de dependentes do Bolsa Família em Anápolis se explica, de acordo com a coordenadora do Bolsa Família em Anápolis, porque o programa “possui mecanismos de controle para manter o foco nas famílias que vivem em condição de pobreza e de extrema pobreza. Por isso, periodicamente saem famílias do programa, principalmente porque não atualizaram as informações cadastrais ou porque melhoraram de renda, não se adequando mais ao perfil para receber o benefício”, explica.

Retorno

Tem direito ao benefício famílias com renda média de R$ 154 por pessoa. Ao ultrapassar esse teto o beneficiário é desligado e pode retornar caso necessite, garante o MDS. De acordo com Fabiana Bittar, “a família conta com o Retorno Garantido: num prazo de 36 meses após o desligamento e caso se enquadre novamente nos critérios do programa, poderá voltar a receber Bolsa Família sem passar por novo processo de seleção”.

 

 

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