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MP de Anápolis denuncia homem suspeito de matar namorado com crueldade

O juiz Ricardo Silveira Dourado, da 1ª Vara Criminal de Anápolis, converteu a prisão temporária dos acusados Giuliano Campos Catarino e Paulo Henrique Ferreira Corrêa Santos em prisão preventiva. A decisão acatou o pedido do promotor de Justiça Publius Lentulus Alves da Rocha que, junto à denúncia oferecida contra os acusados pelo homicídio de Wesley José Barros Gomes, pediu a conversão da prisão em preventiva.

Denúncia

Conforme denúncia do Ministério Público, Giuliano Campos mantinha um relacionamento homoafetivo com Wesley José. Apesar disso, ele se recusava a assumir publicamente o envolvimento, pedindo a Wesley que fizesse o mesmo. A vítima, contudo, teria confidenciado a amigos e familiares sobre o relacionamento com Giuliano.

Ao saber que Wesley havia divulgado seu envolvimento, Giuliano, irritado, passou a arquitetar um plano para tirar a vida de Wesley. Para ajudá-lo na prática do crime, Giuliano chamou Paulo Henrique, seu parceiro em delitos.

No dia 24 de maio de 2015, Giuliano ligou para Wesley, marcando um falso encontro amoroso. A bordo de um veículo Gol, Giuliano e Paulo Henrique se dirigiram até a casa de Wesley e o aguardaram do outro lado da rua. Na sequência, os denunciados atraíram a vítima para o interior do veículo e seguiram para o distrito de Miranápolis.

Segundo o apurado, durante o trajeto, os denunciados desferiram um soco no olho de Wesley. Ao chegaram em uma estrada de terra, onde costumavam consumir substâncias entorpecentes, Giuliano e Paulo obrigaram Wesley a sair do veículo, golpeando-o com uma faca nas regiões do tórax, face e cervical.

Não satisfeitos, Giuliano e Paulo Henrique sacaram uma arma de fogo, que pertencia a Paulo Henrique, e atiraram cinco vezes em direção da vítima. Eles, então, entraram no veículo e, antes de fugir, engrenaram marcha a ré e passaram o veículo sobre Wesley, que já estava caído no chão. Em seguida, Giuliano e Paulo Henrique saíram em disparada do local.

Diante do apurado, o promotor Publius Rocha denunciou Giuliano Campos e Paulo Henrique pelo crime de homicídio com as qualificadoras do inciso I (motivo torpe), inciso III (meio cruel) e IV (recurso que impossibilitou a defesa da vítima).

Decisão

O juiz Ricardo Dourado, em análise ao pedido do MP, afirmou ser possível verificar a materialidade do crime e os indícios suficientes de autoria. Na decisão, entendeu estarem presentes os requisitos para prisão preventiva, consistentes na garantia da ordem pública e na conveniência da instrução criminal.

Diante da periculosidade dos denunciados e da possibilidade real de voltarem a praticar novas condutas delituosas, o juiz converteu a prisão temporária, decretando a prisão preventiva de Giuliano Campos e Paulo Henrique.

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