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Contrato com a Caixa para construção de reservatório em Anápolis deve ser assinado até sexta (29)

Valor do empréstimo ultrapassa os R$ 100 milhões e é considerado suficiente pela Saneago para acabar com a falta d'água na cidade

Danilo Boaventura -

A Saneago espera assinar na tarde desta quinta-feira (28) ou manhã de sexta-feira (29) o contrato de empréstimo com a Caixa Econômica Federal para obras de investimento no sistema de Anápolis, cuja a principal necessidade é a  construção de um novo reservatório na cidade.

A possibilidade do empréstimo se concretizar surgiu no fim de noite de terça-feira (26) após vazamentos na imprensa local de ofícios do Ministério das Cidades comunicando às autoridades da Saneago sobre parecer técnico aprovando o projeto da companhia para os investimentos em Goiás.

O montante que a Saneago deve captar junto à Caixa, somente para investimentos em Anápolis, ultrapassam os R$ 100 milhões, valor considerado suficiente pela companhia para custear as obras de infraestrutura para equalizar a questão da falta em Anápolis.

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O local para a assinatura do empréstimo ainda não foi informado pela estatal goiana. Procurada, a Caixa Econômica Federal, até o fechamento desta reportagem, também conseguiu se pronunciar sobre o assunto.

Municipalização

Em outubro, o prefeito Roberto Naves (PTB) nomeou uma comissão técnica para analisar a viabilidade da municipalização do serviço de água e esgoto em Anápolis. Essa atitude, como disse Roberto naquela época, tinha como objetivo instruir a decisão dele sobre se mantinha ou não o contrato em vigor com a Saneago.

“Entendemos que a Saneago tem se esforçado para melhorar o seu serviço e entendemos também que todo esse esforço ainda não é satisfatório. Quem faz essa análise não sou eu, é uma análise feita pela população anapolina. Então, nós vamos começar os estudos para sabermos qual a real situação, a viabilidade da municipalização, a possibilidade de um novo processo licitatório. Porque de um jeito ou de outro, se tudo caminhar muitíssimo bem, em 2023 nós já temos que ter uma nova empresa, porque encerra o contrato que hoje está com a Saneago”, reiterou naquele momento em entrevista ao Portal 6.

Na Saneago, o gesto foi entendido como pressão para que a companhia conseguisse os recursos para dar sequência ao cronograma de investimentos no Sistema Piancó, responsável por 80% do abastecimento residencial anapolino.

Antes e durante a estiagem, obras emergenciais como a escavação de poços artesianos e a transposição do Rio Capivari para o Piancó não foram concluídas a tempo de evitar que faltasse água em dezenas de bairros na cidade.

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