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Para evitar rebelião, direção permite entrada de corpo no presídio de Anápolis

‘Se Maomé não vai a montanha, a montanha vai a Maomé. Achei uma atitude muito humana’, elogiou a juíza da 1ª Vara de Execuções Penais

Um detento de Anápolis ganhou um benefício inusitado na tarde deste sábado (20). É que, devido a morte do irmão,  a direção do presídio deixou que o corpo entrasse dentro da unidade para que o apenado pudesse se despedir.

A decisão foi tomada após outros presidiários tomarem ciência de que o detento não conseguiu autorização para ir ao velório. Devido a essa negativa, um princípio de rebelião ocorreu e só foi debelado após a tropa de choque da Polícia Militar chegar à unidade.

A Diretoria-Geral de Administração Penitenciária (DGAP) considerou a saída do detento “como de alto risco, tendo em vista que o irmão era membro de quadrilha de assalto a banco”.

De acordo com a assessoria de comunicação da DGAP,  é comum que o preso seja escoltado em velórios de parentes de primeiro grau.

Em entrevista ao G1, a juíza Thelma Aparecida Alves disse que foi uma decisão correta e elogiou a direção.

“Me lembra aquela história de ‘se Maomé não vai a montanha, a montanha vai a Maomé’. Foi legal. Conseguiu realizar para o preso um direito de despedida e levou [o corpo] lá. Achei uma atitude muito humana”, disse.

Em tempo

Apesar de ter causado pequenos danos à estrutura do prédio, o tumulto iniciado pelos detentos não deixou feridos.

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