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Juíza goiana acata denúncia contra mãe suspeita de estuprar filha de nove anos

Delegacia da Polícia Civil, em Hidrolândia. (Foto: Reprodução)

Caso tornou-se público após criança relatar os abusos para uma professora

A denúncia contra a mulher de 33 anos, suspeita de abusar sexualmente da filha de nove, foi aceita pela juíza Wilsianne Ferreira Novato, em Hidrolândia, nesta quarta-feira (28).

A mãe, que não teve a identidade revelada, está grávida e foragida. Ela deverá responder por estupro de vulnerável. Já o pai, um produtor rural de 43 anos, também é suspeito de omitir o abuso e está preso desde a última segunda-feira (26).

O caso começou a ser investigado pela Polícia Civil em outubro de 2017, quando a menor teve uma aula de educação sexual na escola e contou sobre o estupro à professora, que decidiu levar o caso ao Conselho Tutelar.

Ao G1, o delegado Diogo Rincón disse ter ficado surpreso com a história. A suspeita é que os abusos já aconteciam há cerca de dois anos.

“Em dez anos de polícia não tinha visto algo parecido, menina sendo abusada pela mãe com a omissão do pai. Ele tem a obrigação de impedir e não o fez. Por isso, também foi indiciado por estupro de vulnerável”,

Ainda segundo o delegado, a vítima chegou a relatar em depoimento que, ao contar sobre os abusos, o pai a mandava ficar quieta ‘pois acabaria esquecendo tudo no dia seguinte’.

No entanto, o advogado do pai, Wison Rezende de Machado Filho, nega que o cliente tenha ficado sabendo de qualquer coisa.

“Nos laudos psicológicos realizados por peritos do município e pelo Tribunal de Justiça, em nenhum deles ela relata que contou para o pai, ela só alega que contou, inicialmente, para a professora”, afirmou.

Esses mesmos laudos psicológicos, porém, apontaram que a criança está abalada e desenvolveu traumas.

Em tempo

Assim que a denúncia foi feita, a mãe da vítima chegou a ser foi ouvida pela polícia e negou as acusações.

Na mesma época, a menina foi retirada de casa e levada para um abrigo, onde ficou um mês.

Já no fim de novembro, o Poder Judiciário atendeu um pedido do pai e ordenou que ela fosse morar na casa da avó paterna.

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