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Para evitar intervenção e mais problemas com a Justiça, Fasa retira super poderes de freira

Irmã Rita Cecília, diretora administrativa da Santa Casa e HUANA. (Foto: Divulgação/ HUANA)

Irregularidades, segundo Ministério Público, estão dilapidando patrimônio da fundação, que também administra HUANA, e prejudicando o atendimento na Santa Casa de Anápolis

Atualizado às 04h24  com correção

A Fundação de Assistência Social de Anápolis (Fasa), mantenedora da Santa Casa de Misericórdia e organização social que administra o Hospital Estadual de Urgência de Anápolis Dr. Henrique Santillo (HUANA), decidiu acatar a recomendação do Ministério Público de Goiás, destituindo de imediato a presidente do Conselho Curador, irmã Marinês Arantes, e revogando a procuração que dava poderes irrestritos à Maria da Glória Fernandes Coelho (irmã Rita Cecília).

Ambas religiosas fazem parte da ordem das Franciscanas de Allegany, que existe na cidade há mais de 70 anos.

Segundo o MP, o anúncio dessas medidas, que ainda incluiu a saída de todos os membros do Conselho Fiscal, foi informada ao promotor de Justiça Marcelo Amaral, em reunião realizada com a cúpula da Fasa na semana passada. Marcelo Amaral substituiu, na Curadoria de Saúde de Anápolis, o promotor Marcelo Henrique, afastado do cargo pela Justiça na Operação Quarto Setor.

A Fasa também se comprometeu a apresentar um plano de gestão e reformulação administrativa, contábil e financeira para sanar as irregularidades apontadas pelo Ministério Público e adotar um modelo profissional de gestão. Caso não implemente essas medidas no prazo de 180 dias, o Ministério Público ameça tomar “medidas administrativas e judiciais cabíveis, como a decretação de intervenção na fundação”.

Crise

A ofensiva do Ministério Público decorre da má administração da Fasa, que está, segundo o órgão, acarretando em irregularidades diversas e na dilapidação do patrimônio da própria fundação, além de comprometer a qualidade do atendimento da Santa Casa de Misericórdia.

Recentemente, a Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) informou ao MP que o hospital está descumprindo o contrato que a Prefeitura de Anápolis mantém com a entidade para a realização de exames médicos e atendimento de pacientes com câncer.

Na última quinta-feira (19), o juiz Eduardo Walmory Sanches, sentenciou a Santa Casa a pagar indenização no valor de R$ 200 mil a um adolescente de 16 anos que ficou tetraplégico, devido a paralisia cerebral que ele sofreu ao nascer, fruto de erro médico, em 2001. O hospital também terá de pagar pensão ao garoto até que ele complete 72 anos de idade.

Santa Casa de Anápolis terá de indenizar adolescente que ficou tetraplégico por erro médico

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