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A versão do motorista que deixou adolescente tetraplégico em Anápolis

Marcos André estava dirigindo o carro quando atropelou Itamar Júnior. (Foto: Arquivo Pessoal / Instagram)

Condutor se apresentou nesta terça (15) à Polícia Civil. Já a vítima continua internada em estado grave no HUANA

Responsável por conduzir o carro que atropelou Itamar Gomes e Silva Júnior no último sábado (12), o jovem Marcos André dos Santos, de 18 anos, se apresentou à Polícia Civil nesta terça-feira (15) para prestar depoimento.

Segundo o advogado Marcelo Ferreira da Silva, o condutor alega não ter consumido bebida alcoólica e que só deixou o local sem prestar socorro porque havia muitas pessoas no local e ele estava com medo de ser agredido por alguém.

Essa versão, no entanto, é contestada por uma testemunha, que além de socorrer Itamar, disse que a rua estava vazia e que só havia a vítima jogada no chão.

Ainda segundo advogado, Marcos André não estava correndo no momento do atropelamento e a vítima não estava na calçada, e sim na rua.

“Foi uma fatalidade. Ele não consome bebida alcoólica, então não bebeu antes de dirigir. Ele também não estava a 120 km/h, como um dos passageiros do carro disse. Ele estava a 60 km/h. O Marcos tentou desviar de um carro, perdeu o controle da direção e acertou o adolescente, que não estava na calçada, e sim uns 50 cm dentro da rua”, afirmou em entrevista à TV Anhanguera.

Responsável pelo caso, o delegado Manoel Vanderic explicou que será feita uma perícia no local para encontrar as marcas de pneu. Essa ação será necessária devido a disparidade encontrada entre a versão do motorista e da família da vítima.

“Prova pericial é extremamente competente e tem um valor judicial muito maior, porque é um perito capacitado para mostrar demonstrar pela marca de frenagem, danos no veículo e na vítima, qual a real velocidade e qual a dinâmica do carro”, disse.

Inicialmente, o condutor deverá ser indiciado por lesão corporal culposa, mas, segundo o delegado, se for provado que ele estava dirigindo em condições ilegais ou em alta velocidade, ele poderá responder por lesão corporal dolosa.

Em tempo

Itamar Gomes Silva Junior, de 17 anos, foi atropelado enquanto voltava do trabalho, no Residencial Copacabana, região Sudoeste de Anápolis.

No carro estavam três pessoas. Entre elas, o passageiro Wagner Mendes de Jesus, de 22 anos, que disse em depoimento na Central de Flagrantes que Marcos André estava a 120km/h quando atropelou o adolescente.

Ao Portal 6, o Hospital Estadual de Urgências de Anápolis Dr. Henrique Santillo (HUANA), unidade para qual Itamar foi levado logo após o atropelamento, informou ainda na tarde desta terça-feira (15) que o estado dele continua grave e que ele está sendo avaliado por médicos.

Pai da vítima, Itamar Gomes Silva, de 46 anos, disse à reportagem que o filho ficou tetraplégico devido a uma forte lesão na coluna. Agora, a família pede apenas por justiça.

“[O Marcos André] fugiu e não pode ficar impune. Meu filho é honesto, nunca caçou problema com ninguém, acordava às 03h da manhã para ir trabalhar [no Ceasa] e estudava à noite. Queria ser policial”, relatou.

Os detalhes perturbadores do atropelamento que deixou adolescente tetraplégico em Anápolis

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