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Em parceria com a Polícia Militar, Roberto lança a ‘Força Tática Municipal’ em Anápolis

(Foto: Divulgação)

Reforço imediato na Segurança Pública ocorre enquanto concurso da Guarda Municipal, previsto para 2019, não é lançado

Dos 14 municípios goianos com mais de 100 mil habitantes, Anápolis é o que tem o menor efetivo policial, conforme levantamento feito recentemente pelo jornal O Popular.

Segundo dados repassados pelo tenente coronel Paulo Roberto, atualmente 495 policiais estão lotados no município, mas 455 deste total trabalham especificamente na rua, representando um agente da lei para 839 habitantes.

Essa média fica muito aquém do Projeto de Lei nº 391/2015 que tramita no Senado Federal determinando que o mínimo de policiais em atividade esteja na proporção de um para cada 300 habitantes.

Entretanto, especialistas costumam afirmar que essa conta não é tão simples assim. Tudo depende do perfil de cada município, das manchas criminais e da forma integrada de trabalho entre equipes.

“O número é irrisório, mas nosso sistema de segurança pública também é falho. Não adianta só a questão do número de policiais, precisamos dispor justamente do ciclo completo, que inclui polícias privada, militar, civil e federal”, diz o policial federal Suender.

Segundo ele, o modelo adotado no Brasil, cuja responsabilidade pela segurança pública está sob a tutela dos governos estaduais, não é o mais apropriado. “Os municípios ficam sem poder gerir sua segurança”, diz.

Mesmo não podendo responder por essa área, a Prefeitura de Anápolis, em convênio com a Polícia Militar, lança nesta quarta-feira (14) a Força Tática Municipal – um reforço imediato de viaturas, militares e armamento pesado.

Serão entregues à corporação dez caminhonetes. Cada veículo circulará com três policiais e disporá de armas de cano longo.

Caminhonetes da Força Tática que serão usadas pela PM. (Foto: Divulgação)

Essa quantidade de carros dobra a capacidade de cobertura em viaturas de grande porte da Polícia Militar de Anápolis, que hoje conta apenas com cinco Chevrolet Blazer, além de 15 Pálios Weekend.

Segundo o prefeito Roberto Naves, o controle e gerenciamento da frota ficarão sob a tutela do município. A partir de um estudo técnico feito pelo Observatório Municipal de Segurança Pública, foram elencados dez locais de maior vulnerabilidade, que não serão divulgados por questões estratégicas.

“Elas [caminhonetes com policiais] serão deslocadas para os casos mais graves, além de eventos de grande fluxo”, salienta o assessor especial de segurança pública, Glayson Reis.

O banco de horas, combustível e alugueis desses carros serão bancados pela prefeitura.

“Enquanto muitos municípios deixam a segurança somente sob responsabilidade do Estado, Anápolis inova mais uma vez e puxa um pouco para si a gestão da segurança”, destaca.

Em tempo

Em entrevista recente ao Portal 6, Roberto adiantou que o concurso para a Guarda Municipal será realizado em 2019. Conforme o prefeito, um estudo ainda definirá a quantidade de agentes que a cidade precisa.

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