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Com empresário livre, jovem de Anápolis teme ser morta

Gustavo Lourenço Assad Nasser. (Foto: Reprodução / Instagram)

Autor do espancamento tem histórico de violência até contra a mãe e extensa ficha na polícia

“Estou péssima e morrendo de medo. Como voltar para casa se ele pode arrombar de novo e me matar?”, esse é o relato desesperado da jovem de 27 anos espancada pelo empresário anapolino Gustavo Lourenço Assad Nasser, de 26 anos, na última sexta-feira (15).

Conforme a vítima, o agressor tem tentado insistentemente fazer contato por mensagens e ligações. Enquanto isso, a medida protetiva solicitada pela Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher (Deam) ao Poder Judiciário na segunda-feira (18) ainda não foi concedida.

Apesar de ostentar um sorriso largo e vida boa nas redes sociais, essa não é a primeira vez que Gustavo se envolve em problemas com a Justiça.

Apuração feita pela reportagem do Portal 6 aponta que o empresário, pertencente a uma das famílias árabes mais conhecidas e ricas de Anápolis, tem passagens por violência doméstica contra a mãe e, em 2010, ameaçou pegar uma arma de fogo para matar o próprio tio.

Consta nos registros que o parente estaria ‘implicando’ com ele. O tio, em contrapartida, alegou que tudo aconteceu apenas por ter confessado à mãe do então menor de idade que ele não queria saber de trabalhar, estudar e era usuário de drogas.

Depois de se tornar proprietário do bar Belfast Hookah Lounge, no bairro Maracanã, a situação se complicou e novamente o empresário teve complicações com a polícia.

Além da perturbação de sossego, o empresário estava fornecendo bebidas alcoólicas para adolescentes. Posteriormente, ficou constatado que o erro não havia sido corrigido e ele foi autuado por desobediência.

Mesmo com tantos antecedentes criminais por violência, ameaças contra a vida da ex-namorada e o vídeo em que aparece quebrando o carro do amigo dela por ciúmes, até o momento, não parecem suficientes para colocar Gustavo atrás das grades.

Procurada pela reportagem do Portal 6, a delegada Marisleide Santos, titular da Deam, alegou que o caso está correndo em sigilo.

Disse ainda que ‘se houver requisitos para solicitar a prisão’, a mesma não será divulgada.

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