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Laudo deve confirmar se mais um morador de rua morreu de frio em Anápolis

Abrigo com banho e cobertores quentes já foram disponibilizados pela Prefeitura e população pode ajudar com uma simples ligação

Rafaella Soares -
(Foto: Reprodução)

José Antônio Damacena vivia nas ruas de Anápolis e ficou conhecido entre os moradores do bairro Maracanã, na região Norte da cidade, por dormir sempre nas proximidades de um supermercado, na Avenida Tiradentes.

Conforme a Polícia Militar, na manhã deste domingo (07), a equipe recebeu uma ligação informando que o homem estava enrolado em um cobertor e aparentemente morto.

A unidade de suporte avançado do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi acionada, mas não havia mais como ajudá-lo. Agora, somente o laudo cadavérico da Polícia Técnico-Cientifica vai apontar o que provocou o óbito.

A principal suspeita seria uma morte natural por infarto, já que José não possuía nenhuma marca de violência. No entanto, a hipótese de uma hipotermia – queda da temperatura do corpo por exposição ao frio, não está descartada.

No último sábado (06), um outro morador de rua também foi encontrado sem vida e nas mesmas condições, na Avenida JK, nas proximidades da base do SAMU.

Frio continua

Uma massa de ar polar, que derrubou os termômetros para menos que zero no Sul do Brasil, também chegou em Goiás e é responsável pelo frio em Anápolis.

Neste último fim de semana, a sensação térmica na cidade foi de 3º C. E os casacos deverão permanecer fora do armário durante toda a semana.

Segundo o instituto de meteorologia ClimaTempo, até a próxima sexta-feira (12) a temperatura mínima deverá variar entre 9º C e 12º C.

O mês de julho, no entanto, pode ser o último período de temperaturas mais baixas em Anápolis, já que de agosto em diante as máximas tendem a ficar acima dos 30º C  com baixa umidade.

Abrigo

A Prefeitura de Anápolis cedeu os alojamentos femininos e masculinos no Ginásio Internacional Newton de Faria para a população de rua passar a noite aquecida até o tempo frio passar.

No espaço, essas pessoas não só terão cama com lençóis, travesseiros e cobertores, como também poderão tomar sopas e banhos quentes.

Já durante o dia, continuam os atendimentos para esse público no Centro Pop, na Rua 14 de Julho, no Centro, que dispõe de comida e oficinas de reinserção social, das 08h às 18h.

Quem precisar do abrigo pode procurar o Ginásio diretamente, mas equipes de abordagem social da Prefeitura estão pelas ruas fazendo o acompanhamento dos moradores de rua e os levando para o local.

A população que encontrar alguém nessas condições e quiser ajudar, também pode ligar para o 0800 646 11 17. O atendimento é 24 horas.

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