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O que moradores de Anápolis enfrentam ao sair de casa para participar de ‘testagem em massa’

Reportagem do Portal 6 esteve no local antes mesmo do horário previsto para acompanhar a situação. Semusa minimiza problemas e culpa aplicativo

Rafaella Soares Rafaella Soares -

Considerado o ‘calcanhar de Aquiles’ na estratégia local de combate e enfrentamento ao avanço do novo coronavírus, a “testagem em massa” em Anápolis não chega a corresponder ao nome e apresenta problemas sérios de execução.

Foi o que constatou o Portal 6 na manhã desta quinta-feira (20), o segundo dia do procedimento iniciado ontem (19) em conjunto com o Governo de Goiás e outras entidades parceiras.

Executada pela Prefeitura em sistema de drive-thru no estacionamento da UniEVANGÉLICA, a testagem é feita de modo aleatório a partir da inscrição de moradores voluntários no aplicativo Dados do Bem.

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Os selecionados recebem mensagem no celular informando o dia e horário que devem comparecer ao único local destinado ao procedimento. A partir daí é necessário muita paciência.

Fila e abandono

Antes de receber o cotonete no nariz, os voluntários dispostos a serem testados precisaram esperar até duas horas no acesso ao estacionamento do centro universitário.

A reportagem chegou às 07h30 na expectativa de que os trabalhos fossem iniciados às 08h. Já haviam carros e pessoas esperando. Com o avançar das horas, a fila de veículos foi aumentando, assim como a temperatura – que às 09h40, quando os primeiros puderam passar pelos guichês, já ultrapassava os 30º C.

Tanta demora fez com que muitos desistissem de participar da iniciativa e abandonassem o local. Ir para o trabalho foi um dos motivos apontados pelos que a reportagem conseguiu interpelar.

Aglomeração

Manter os vidros abaixados não era suficiente para aliviar o calor dentro dos carros. Alguns abriram as portas e idosos, que saíram com máscaras, foram procurar sombras debaixo das marquises de comércios próximos.

As queixas pela demora acabaram fazendo com que muitos se aproximassem para conversar sobre a pandemia e outros assuntos do cotidiano.

Desorganização

Tempo para organizar a força-tarefa que pretende testar cerca de 1% da população anapolina a Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) teve de sobra. É que os exames, conforme anunciado pelo prefeito Roberto Naves (PP), começariam na última segunda-feira (17), mas sem nenhuma explicação foram adiados para dois dias depois.

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Desde 17 de Julho, a Prefeitura de Anápolis sabia que a cidade havia sido escolhida para participar do Dados do Bem. A informação, dada com exclusividade pelo Portal 6 na época, foi confirmada pela assessoria de imprensa do governador Ronaldo Caiado (DEM).

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A ferramenta foi desenvolvida pelo Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino, em parceria com a Zoox Smart Data, e doado ao estado de Goiás.

Desculpa

Instada a explicar a situação, a Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) informou que o atraso ocorreu por causa “do próprio aplicativo” e minimizou os transtornos ao dizer que “tudo já está resolvido e dentro do esperado”.

Mais lugares

Após a publicação da primeira reportagem que expôs o problema, não foram poucas as cobranças por mais locais de testagem pela cidade.

A necessidade de um novo cadastro físico, que consome vários minutos dos participantes que se deslocam ao drive-thru, também foi alvo de críticas.

Comentários foram colhidos na fanpage do Portal 6 no Facebook. (Infográfico: Vanúbia Corrêa)

Quem conseguir fazer o exame receberá o diagnóstico, por notificação, dentro do aplicativo em até 72h.

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