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Mitigar ações restritivas impostas na pandemia podem gerar maior adesão da população

Falta de apoio a quem mais está precisando gera uma menor adesão das pessoas às medidas restritivas, além do descrédito da real situação que estamos enfrentando

Da Redação Da Redação -

Dia após dia batemos novos recordes de óbitos no Brasil, ultrapassando 12 milhões de casos e chegando a quase 300 mil mortos, com base nos dados fornecidos pelas secretaria de saúde ao consórcio de veículos de imprensa.

Em seu pior momento da pandemia, onde diversas regiões do país apresentam um colapso no sistema de saúde e bloqueios parciais das atividades econômicas, a situação da população é de ansiedade, angústia e insegurança, agravados pela falta de políticas públicas alicerçados em dados, informações confiáveis e plano de ação efetivo.

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Sabemos que a saída definitiva da crise requer vacinação em massa da população, entretanto apenas 5% dos brasileiros recebeu uma dose da vacina — o que nos coloca na 45ª posição no ranking mundial de doses aplicadas por habitantes.

O efeito devastador da pandemia com o atraso das vacinas, déficit no número de leitos e equipes de profissionais de saúde, escassez de equipamentos e medicamentos é potencializado pela precariedade do nosso sistema de proteção social, aumentando o número de pessoas em situação de vulnerabilidade social, como é o caso dos trabalhadores informais que constituem mais de 40% da força de trabalho e não tem uma proteção contra o desemprego.

A falta de apoio às pequenas e médias empresas que estão interrompendo suas atividades, ao empregado que está prestes a perder seu trabalho e à população que continua pagando seus impostos geram uma menor adesão das pessoas às medidas restritivas, além do descrédito da real situação que estamos enfrentando.

Não há mais tempo para debates políticos e populistas. Precisamos nos guiar por ações efetivas e experiências bem-sucedidas. É necessário prover uma reforma de proteção social, visando aprimorar a rede de assistência social e promovendo segurança aos informais e vulneráveis. Também se faz necessário apoio às pequenas e médias empresas com programas de financiamento privado com aval público para pequenos empreendedores e políticas de incentivos fiscais, visando a manutenção dos empregos.

O mesmo lockdown e distanciamento que fazem o bem, também fazem o mal. Por isso a importância de mitigar ações restritivas impostas pelo governo para manter o bem-estar e proteção sócio- econômica de todos e maior adesão às medidas impostas.

Márcio Corrêa é empresário e odontólogo. Preside o Diretório Municipal do MDB em AnápolisEscreve todas as segundas-feiras.

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