Polícia Civil investiga se diretora e esposa encontradas mortas em Anápolis estavam sendo ameaçadas por conta de dívidas

Delegado Cleiton Lobo informou que a análise dos celulares das vítimas será decisiva para esclarecer as circunstâncias do caso

Pedro Pedro Ribeiro -
Polícia Civil investiga se diretora e esposa encontradas mortas em Anápolis estavam sendo ameaçadas por conta de dívidas
(Foto: Reprodução)

As investigações sobre as mortes da diretora Tatiana Chagas dos Santos, de 50 anos, e da esposa Vanessa Souza da Silva, de 42, seguem avançando em Anápolis.

Nesta quarta-feira (24), o delegado Cleiton Lobo, responsável pelo Grupo de Investigação de Homicídios (GIH), apresentou novos detalhes sobre a apuração e afirmou que a perícia nos celulares das vítimas será uma das etapas mais importantes para esclarecer o caso.

Segundo o delegado, os aparelhos eletrônicos poderão fornecer informações capazes de reconstruir os acontecimentos que antecederam as mortes, como conversas, mensagens, registros de ligações e outros dados que possam auxiliar os investigadores na identificação da dinâmica dos fatos.

Além da análise dos celulares, a Polícia Civil (PC) também realiza a coleta de depoimentos, o levantamento de imagens de câmeras de segurança e aguarda a conclusão dos laudos periciais produzidos pela Polícia Científica.

Todo esse material será reunido para definir com precisão o que aconteceu no imóvel onde as vítimas foram encontradas.

Durante a atualização, Cleiton Lobo destacou que nenhuma linha de investigação foi descartada até o momento.

Entre as hipóteses analisadas está a possibilidade de que as vítimas tenham sofrido algum tipo de coação relacionada a dívidas, circunstância que ainda depende da conclusão das perícias e da análise dos elementos reunidos pela investigação.

Tatiana e Vanessa foram encontradas sem vida no último domingo (21), em uma residência no bairro Jardim América.

Desde então, equipes do GIH trabalham para esclarecer as circunstâncias das mortes e identificar todos os fatores que possam ter contribuído para o caso.

A morte da diretora causou forte comoção em Anápolis. Com 23 anos dedicados à educação pública de Goiás, Tatiana estava à frente do Colégio Estadual Professor Heli Alves Ferreira desde 2018 e era reconhecida pelo trabalho desenvolvido junto à comunidade escolar.

O delegado reforçou que novas informações serão divulgadas apenas quando houver confirmação técnica dos fatos, evitando que a divulgação prematura de dados comprometa o andamento das investigações.

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Pedro

Pedro Ribeiro

Jornalista formado pela Universidade Federal de Goiás. Colabora com o Portal 6 desde 2022, atuando principalmente nas editorias de Comportamento, Utilidade Pública e temas que dialogam diretamente com o cotidiano da população.

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