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Na delegacia, pai muda versão e diz que pode ter machucado bebê “sem intenção”

Criança, que chegou a passar pela UPA Pediátrica de Anápolis, ainda está na UTI e respira com a ajuda de aparelhos

Da Redação Da Redação -
(Foto: Reprodução)

Continua em estado grave, na UTI e respirando com ajuda de aparelhos a bebê de seis meses que há três dias foi transferida às pressas para o Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol).

A informação foi confirmada ao Portal 6 pela própria unidade, que emitiu novo boletim médico às 11h15 desta quinta-feira (13).

Titular da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente, a delegada Kênia Segantini revelou que o pai foi ouvido na quarta-feira (12) e alega que pode ter machucado a filha “sem intenção”.

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“O genitor do bebê afirma que é possível que tenha machucado sem intenção sua filha, ao abaixar-se, com ela em seu colo, para pegar um celular que estava sobre a cama, com a intenção de mudar o vídeo que ela assistia, bem como ao massagear o tórax dela para reanimá-la”, disse em entrevista ao G1.

Uma perícia também já foi realizada na casa da família pela Polícia Civil e um médico legista deverá ir até o HUGOL para realizar um exame de corpo de delito na garotinha.

Já a mãe, que está com a criança no hospital, passou por uma consulta com psicólogo e em breve deverá ser ouvida pela DPCA. A expectativa é descobrir se ela tem envolvimento com as lesões ou se teria sido conivente.

Relembre o caso

Na noite da segunda-feira (10), o Corpo de Bombeiros recebeu um pedido de socorro dos pais da bebê, afirmando que ela estava no colo e repentinamente ‘amoleceu’ o corpinho.

Os socorristas levaram a criança para receber uma avaliação médica e ela já deu entrada na UPA Pediátrica de Anápolis com quadro de convulsões.

Os médicos também perceberam que ela tinha mais de 30 lesões, que poderiam indicar maus-tratos.

Com o quadro só se agravando, a paciente precisou ser intubada e transferida para a capital com apoio do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU).

A Polícia Militar e o Conselho Tutelar foram acionados e levaram o pai da recém-nascida até a Central de Flagrantes. Na ocasião, ele alegou não saber o que provocou tantas lesões na bebê.

 

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