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MP-GO toma providência contra jovem que armou plano macabro para matar homem doente e sozinho

José Ricardo ficou famoso em todo o Brasil depois de viralizar ao enterrar a mãe sem nenhuma companhia. Na época, garota se ofereceu para ajudá-lo

Da Redação Da Redação -

O Ministério Público de Goiás (MP-GO) apresentou um pedido de prisão preventiva, nesta segunda-feira (12), contra Bárbara Morais dos Santos, de 23 anos, que é apontada como uma das responsáveis pela morte de José Ricardo Fernandes, de 44 anos, em Aparecida de Goiânia.

O homem ficou conhecido nacionalmente em agosto de 2019 depois de publicar uma foto nas redes sociais em que aparecia sozinho velando o corpo da mãe, com a legenda: “Eu velei e enterrei minha mãe sozinho. Eu e o motorista da funerária”.

De acordo com o promotor de Justiça Milton Marcolino dos Santos Júnior, da 19ª Promotoria de Justiça de Aparecida de Goiânia, a jovem havia conseguido na Justiça, em dezembro do ano passado, uma autorização para prisão domiciliar, alegando problemas de saúde.

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Porém, um novo laudo foi apresentado por ele e seria suficiente para comprovar a inexistência de doenças graves na suspeita.

Bárbara é investigada juntamente com Matheus Teixeira Carneiro por homicídio triplamente qualificado e furto qualificado. Ele está detido em um presídio e o MP-GO decidiu intervir para que a envolvida também seja mantida presa em regime fechado.

“Ficou demonstrado pela conduta que Bárbara Morais dos Santos é uma pessoa extremamente intolerante e perigosa. Assim, sua liberdade coloca em risco a paz social e a segurança da sociedade”, afirmou o promotor.

Relembre o caso

Após a morte da mãe de José Ricardo Fernandes, que comoveu todo o Brasil, Bárbara teria se aproximado dele com o intuito de auxiliá-lo com afazeres domésticos e com a divulgação sobre a história dele na internet.

Como sofria de insuficiência renal, vivia sozinho e precisava ser submetido à hemodiálise, a moça ajudou a arrecadar para o homem uma quantia de cerca de R$ 30 mil para o tratamento.

Bárbara, no entanto, queria ficar com o dinheiro e planejou a morte da vítima. Para isso, anunciou nas redes sociais que precisava de um matador de aluguel e acabou contratando Matheus por R$ 2 mil.

(Foto: Divulgação / Polícia Civil de Goiás)

No dia do crime, em 10 de julho de 2020, a jovem foi até a casa de José Ricardo e abriu o portão para o comparsa, que estava se passando por um doador de cesta básica.

No interior do imóvel, o homem foi espancado com socos e chutes. Pensando que ainda assim não seria suficiente para matá-lo, a dupla teria pegado álcool e incendiado o corpo.

O apartamento ficou destruído e a vítima chegou a ser socorrida, mas teve queimaduras em 80% do corpo e não resistiu.

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