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É triste o relato de pai que perdeu a filhinha logo após o nascimento na Maternidade Dr. Adalberto

Caso está sendo investigado pela Polícia Civil e diretor da unidade também se pronunciou sobre a situação

Rafaella Soares -
Heverson e Marinalvada chegaram a tirar uma foto com a bebê, já sem vida. (Foto: Reprodução / TV Anhanguera)

Heverson Silva Abel, pai da recém-nascida que faleceu após o parto da Maternidade Dr Adalberto, na última segunda-feira (27), acredita que a garotinha não resistiu porque passou do horário de nascer.

Ele conta que a esposa, Marialva Dias dos Santos, havia completado 41 semanas de gestação quando deu entrada na unidade com dores, no domingo (26).

Depois de ser colocada numa sala, o homem não teria podido acompanhar o parto e nem teve mais informação sobre o estado da filha e da companheira.

“A gente fez a ficha e já teve certo distanciamento. Colocou minha esposa dentro de uma sala. Trancou o portão, onde não tive mais nenhum acesso ou informação dela. Eu, simplesmente, fiquei do lado de fora, junto com outros pais, sem nenhum tipo de informação”, disse em entrevista ao G1.

Enquanto ainda estava ao lado da esposa, Heverson afirma que ela reclamou para o médico que estava sentindo os pezinhos, mas um exame teria constatado que tudo estava normal.

“Minha esposa reclamou que estava sentindo muita dor. Ela falou que sentiu o pé da menina para cima. Reclamou para o médico de plantão, que fez o toque e sentiu a cabeça da menina por baixo e falou que era um procedimento normal”, explicou.

A garotinha teve a morte constatada pouco após o parto e os pais chegaram até a fazer uma foto segurando a pequena. Ela foi sepultada no dia seguinte e a família alega ainda que a unidade se recusou a passar o prontuário médico.

O caso está sendo apurado pela Polícia Civil e, de acordo com o delegado George Aguiar, um inquérito será instaurado caso o laudo do Instituto Médico Legal (IML) mostre que o óbito não ocorreu por causas naturais.

O que diz o hospital

O diretor da maternidade, Antônio Fernandes Júnior, afirmou ao Portal 6 ter acompanhado de perto toda a situação e garantiu que nada de errado foi feito durante o atendimento da paciente.

“A família tende, na hora da dor, a se revoltar, mas estamos aqui para esclarecer. Todos os procedimentos médicos, tanto do pediatra quanto do obstetra, foram feitos. Os médicos vão emitir laudo para passar para o IML e eles vão analisar tudo”, explicou.

Segundo Antônio, a bebê, dentro da avaliação médica, já teria nascido bastante debilitada e somente o IML poderá apontar o que provocou a morte, por isso a causa não teria sido informada.

Durante a apuração, e dentro da Lei, a maternidade garantiu que a família receberá a cópia do prontuário médico para saber em detalhes tudo o que foi feito no decorrer do atendimento.

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