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Vendavais com até 100 km/h podem voltar a fazer estragos em 14 cidades de Goiás

Previsão é que, aliado com a chuva, o fenômeno cause estragos e prejudique o setor elétrico

Karina Ribeiro -
Registro de ventos fortes. (Foto: Divulgação/Agência Cora de Notícias)

Quem pensa que a queda do WhatsApp foi a pior notícia da semana, se engana.

A natureza reserva momentos de tensão para moradores de, pelo menos, 14 municípios goianos nos próximos dias.

O sinal de alerta com vendavais, pancadas de chuva e até queda de granizo são do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

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Na mira do temporal estão: Aporé, Cachoeira Alta, Caçu, Chapadão do Céu, Itajá, Itarumã, Jataí, Lagoa Santa, Mineiros, Paranaiguara, Quirinópolis, Santa Rita do Araguaia, São Simão e Serranópolis.

Com cenário semelhante, no último fim de semana, setores da capital como Jardim Europa, Sítio de Mansões Recreio, Vila Jardim São Judas Tadeu, Setor Bueno, Centro e Parque Flamboyant são apenas alguns exemplos de bairros que sofreram por dias a fio com a interrupção de energia.

Em entrevista ao Portal 6, o diretor de Operação e Manutenção da Enel Distribuidora Goiás, Ícaro Barros, disse que a empresa possui um mecanismo de análise do clima, com detalhes, fornecidos pelo Climatempo.

Ele explica que há uma preparação orquestrada na equipe para lidar com situações emergenciais.

“Nós realizamos uma mobilização preventiva, mobilizando uma quantidade maior de recursos para esses eventos. Mas tivemos rajadas de vento que alcançaram quase 100 km/h. Não tínhamos como prever e nos preparar para um evento assim”, argumenta.

O problema é que, conforme o meteorologista do Cimehgo, André Amorim, o cenário deve continuar semelhante até dia (8). “Somente na sexta-feira teremos a chegada de uma nova frente fria que dará uma incidência maior de chuvas”, ressalta em entrevista ao Portal 6.

Caso antigo

Em 2016, a estatal italiana Enel arrematou a Celg por R$ 2,18 bilhões.

À época, a concessionária  vinha colecionando o último lugar no ranking de continuidade de serviços pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

De lá pra cá, apesar de divulgar investimentos, a Enel Goiás ganhou poucas posições – ficando, em 2021, no terceiro pior lugar.

A fraca estrutura herdada é uma das explicações de Ícaro Barros para as contínuas quedas.

“Nossa rede ainda é antiga, embora esteja sendo revitalizada. Ela é feita de cabos aéreos, nus [sem proteção], expostos aos eventos climáticos”, diz.

Entretanto, diz, que são realizadas frequentes ações para manutenção, revitalização e digitalização das redes, as tornando mais resistentes.

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