Como está a situação da grávida que denunciou tortura de freiras em Anápolis

Caso tornado público pelo Portal 6 já está sendo investigado pela Delegacia da Mulher

Da Redação -
Visão geral de Anápolis. (Foto: Reprodução)

A jovem de 21 anos, que está grávida de oito meses e denunciou ter sido vítima de tortura em um convento de Anápolis, está em repouso absoluto.

O Portal 6 apurou que ela teve um sangramento e, por isso, passou por uma nova consulta médica na terça-feira (19), em que ficou definido que precisa descansar porque pode entrar em trabalho de parto a qualquer momento.

Por causa das situações conturbadas que viveu nas últimas semanas, o bebê está apenas com um pouco mais de 1 kg, mas está recebendo o devido acompanhamento para nascer bem e saudável.

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Enquanto isso, a futura mãe segue protegida em um abrigo para vítimas de violência, que é gerido pelo Centro de Referência da Mulher de Anápolis e acompanhado pela Patrulha Maria da Penha.

Vida difícil

O Portal 6 descobriu que a moça cresceu na roça e teve uma vida muito difícil. Depois que conheceu o marido, ganhou uma casa popular do governo do Mato Grosso para viver com o companheiro, que era caminhoneiro.

O imóvel acabou tendo de ser vendido para ajudar nos custos do tratamento dos dois, que foram contaminados pela Covid-19. O homem, porém, não resistiu e teve a morte confirmada há cerca de um mês.

Tortura

Foi justamente após a morte do marido que a jovem foi levada para a instituição religiosa, uma vez que não tinha familiares por perto e precisava de apoio em decorrência da gestação em fase avançada.

Há pouco mais de 20 dias, ela foi transferida do Mato Grosso para a unidade de Anápolis e foi quando todo o inferno teria começado.

No convento, a jovem teria tido todos os pertences recolhidos, incluindo o enxoval do bebê, e chegou a passar fome e sede por dois dias porque não conseguiu produzir tapetes com novelos de linha.

Como castigo, teria tido todo o enxoval cortado e ainda sido obrigada a limpar um freezer ligado na tomada, que provocou um choque e ainda caiu nas pernas dela.

Ela também revelou que teve o cartão de pré-natal rasgado e atendimento médico negado quando se sentiu mal, mas acabou precisando ser levada para um hospital da cidade depois do acidente com o freezer, ocorrido no último domingo (17).

Lá, ela conseguiu em segredo o número de uma assistente social e escondeu o papel no sutiã. No mesmo dia, ao ver um padre saindo do convento, aproveitou o portão aberto para fugir e pedir ajuda de moradores, que acionaram a profissional para recuperar os pertences da vítima.

Agora, o caso, que está sendo tratado com sigilo pelas autoridades, está sendo investigado pela Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM) pelo crime de sequestro e cárcere privado resultando em grave sofrimento físico ou moral e por redução à condição análoga a de escravo.

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