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Febre entre jovens goianos, vape esconde perigos: ‘faz mal à saúde e leva ainda mais ao vício em nicotina’

Médico especialista ouvido pelo Portal 6 aponta os malefícios do dispositivo eletrônico altamente cancerígeno, que também provoca infecções bucais

Augusto Araújo -
Cigarros eletrônicos surgiram como alternativa ao industrial. (Foto: Bernard Martinez/Folhapress)

Não precisa ser nenhum boêmio para perceber que o cigarro eletrônico, também conhecido como vape ou pod , vem se tornando cada vez mais popular.

Visto como uma alternativa ao cigarro tradicional, o dispositivo é identificado por muitos  como uma possível solução para reduzir ou parar com o tabagismo.

À luz de tantos mitos e percepções sobre o aparelho que vem seduzindo jovens e adultos, o Portal 6 conversou com o médico Marcelo Rabahi, especialista em pneumologia e professor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Goiás (FM/UFG).

Ele foi categórico. “Isso é um grande disfarce. Esse foi o primeiro mote das indústrias [tabagistas] para comercializar o produto entre a população. Mas ele leva à dependência da nicotina igual o cigarro tradicional”, afirmou.

O professor garantiu que há vários estudos mostrando os malefícios provocados pelo uso do vaper. “Ele faz muito mal à saúde e não há dúvidas de que  leva ainda mais ao vício em nicotina”, enfatizou Marcelo Rabahi.

O especialista confirmou que a fumaça produzida pelo dispositivo possui substâncias altamente cancerígenas, como metais, vindos da própria estrutura física do cigarro.

Além disso, infecções bucais são provocadas pelo aparelho, devido à presença de uma enzima (desidrogenase lática) que reage ao calor produzido pelo uso do objeto.

A maior diferença entre o cigarro industrial e o eletrônico seria quase que exclusivamente a aparência externa, sendo que o novo dispositivo seria mais bem-visto socialmente “pela roupagem moderna e a suposta não produção de fumaça do produto”, explica Marcelo Rabahi.

Sedução

As crianças e adolescentes também são mais suscetíveis à sedução do aparelho, segundo o médico.

Devido à presença de aromatizantes colocados no cigarro eletrônico, ele acaba se tornando mais agradável a este público e mais facilmente absorvido pelos jovens.

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