Estudo da UFG revela por que adolescentes e jovens ainda devem se preocupar com a Covid-19

Instituição divulgou dados que uma pesquisa que começou em abril de 2020 e terminou neste ano

Da Redação -
Índice de letalidade por complicações da Covid-19 em adolescentes e jovens no país varia entre 4,5% e 37%. (Foto: Reprodução)

Estudo realizado por acadêmicos da Faculdade de Medicina (FM) da Universidade Federal de Goiás (UFG) revela um dado preocupante.

O índice de letalidade por complicações da Covid-19 em adolescentes e jovens no país varia entre 4,5% e 37% – a depender da região. Na prática, o menor percentual do país é mais que o dobro do registrado nos Estados Unidos (2%).

Embora os meninos sofram com mais complicações foi observada maior mortalidade no grupo feminino. “Essas diferenças não são totalmente explicadas, mas provavelmente decorrem dos baixos níveis de testosterona vistos em crianças dos dois sexos. Sabe-se que o hormônio masculino é um fator que auxilia a entrada do vírus para dentro das células”, explica a coordenadora do estudo, a professora do departamento de Pediatria da FM, Renata Machado Pinto.

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Os dados avaliados na pesquisa são do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde, do Ministério da Saúde, e englobam o período de abril de 2020 ao mesmo mês do ano de 2021.

O estudo ainda demonstra que a maior chance de ir a óbito está entre a faixa etária de entre 15 e 19 anos – chegando até 37% na região Norte. Nesta parte do país, o risco de morrer por Covid-19 é 2,74 vezes maior quando se comparado à região Centro-Oeste, que foi usado como referência para o estudo.

“A letalidade mostra a gravidade da doença, e é influenciada pela falta de acesso ao sistema de saúde também. A mortalidade é muito influenciada pelo número de casos da doença. Se o vírus está ‘solto’, circulando à vontade, mesmo uma doença com baixa letalidade pode ter número alto de mortes”, explica Renata Machado.

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