Surto de gripe ainda pode ser evitado em Goiás, afirma médico infectologista

Faixas etárias mais extremas são as mais vulneráveis e há recomendações que devem ser seguidas para se prevenir contra doença

Augusto Araújo -
Marcelo Daher é médico infectologista em Anápolis. (Foto: Divulgação)

Um surto de H1N1 em alguns estados brasileiros, como Rio de Janeiro (RJ), Espírito Santo (ES) e Rondônia (RO), ligou um sinal de alerta sobre a cobertura vacinal para a doença no país.

Isto porque o vírus está se disseminando com muita força entre crianças, gerando internações em unidades de saúde.

Além disso, o acontecimento se dá em uma época incomum, que é a de primavera. Historicamente, o período mais favorável para a Influenza é o inverno.

Portal 6 conversou com o infectologista Marcelo Daher para entender o porquê da doença estar se disseminando desta forma e os riscos de surto para Goiás.

O médico explicou que as faixas etárias mais extremas – ou seja, os mais jovens e os mais idosos – são as populações mais vulneráveis para a Influenza, devido à fragilidade do sistema imunológico.

“Porém, as crianças voltaram recentemente às aulas e, como elas não usam máscaras, elas facilitam a disseminação da doença. Quando ela se espalha entre os pequenos, a gripe acaba se disseminando entre todas as pessoas”.

Daher também apontou que o período de maior intensidade da gripe, que não se viu em 2020, deve acontecer neste ano. Isto porque, com a vacinação contra a Covid-19, a população teria relaxado com as medidas de biossegurança.

“A minha recomendação é para que as pessoas mantenham  o uso de máscaras em lugares fechados, ou com concentração de pessoas. A população também tem que se lembrar de vacinar todos os anos contra a gripe”, apontou.

O especialista afirmou que, para não haver risco de surto em Goiás, a cobertura vacinal no estado deve ser feita de forma ampla, com envolvimento da população.

A reportagem entrou em contato com a Secretaria Estadual de Saúde (SES), para obter os dados sobre a cobertura vacinal contra a H1N1, mas não obteve resposta até o fechamento da publicação.

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