Entenda porque o déficit de água poderia paralisar o desenvolvimento de Anápolis

ARM precisou assumir missão de elaborar estratégias para município ter condições de receber novos empreendimentos

Caio Henrique -
Falta d’água em Anápolis. (Foto: Daniel Oliveira)

A falta de água é uma das figurinhas carimbadas de Anápolis no que se refere aos principais problemas do município e reclamações da população.

A situação, entretanto, afeta esferas muito além apenas dos consumos locais de residências. A inauguração de novos empreendimentos, loteamentos, prédios e indústrias, por exemplo, também fica em xeque por conta das adversidades no fornecimento do recurso.

Isso porque o funcionamento destes locais depende da emissão do Atestado de Viabilidade Técnica e Operacional (AVTO), que orienta e garante que o espaço terá as condições ideais para ser atendido pelo sistema de água e esgoto da Saneago.

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Até pouco tempo, o documento era liberado pela própria empresa. Contudo, a responsabilidade foi transferida para o município, após a aprovação de uma Lei Municipal que alterou as diretrizes.

Mobilização

Diante disso, uma comissão especializada foi montada para analisar os números da companhia e elaborar formas de maximizar a capacidade do aproveitamento hídrico em Anápolis, a fim de permitir o desenvolvimento da cidade.

Presidida por Robson Torres, que também é o responsável pela Agência Reguladora Municipal (ARM), a equipe se reuniu nesta segunda-feira (10) para discutir algumas medidas que poderiam ser implementadas.

Em entrevista ao Portal 6, Robson detalhou que o cancelamento de AVTO’s em desuso e análises jurídicas completas foram algumas das ideias já pautadas no encontro.

“O interesse público nos permeia. Anápolis não irá mais parar por falta de água, ainda mais com tanta chuva caindo”, afirmou.

Obstáculos

Uma das maiores dificuldades encontradas, por outro lado, é a altíssima taxa de perda de água dentro da operação da Saneago. Segundo os ofícios encaminhados para a comissão, 35% da produção é perdida – o que representa mais de 35 milhões de litros por dia.

Levando em consideração o valor médio do metro cúbico, esta realidade faz com que a empresa deixe de arrecadar cerca de R$ 63 milhões de reais por ano, apenas devido às perdas durante a produção.

“Nossa capacidade total já está abaixo da ideal, então não há como liberar, de forma desordenada, qualquer tipo de obras ou investimentos, pois acabaríamos se deparando com mais um cenário de falta de água”, explicou o presidente.

E, conforme explicado por ele, é justamente esse cenário que a equipe busca reverter.

“Discutir todos os meios que possam fortalecer a capacidade de ampliação das liberações dos AVTO’s faz parte das nossas atribuições. Assim, vamos garantir uma cidade atrativa, tanto em qualidade de vida, quanto na ótica dos investimentos”, finalizou.

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