Funcionários da Cifarma protestam em Goiânia contra atrasos salariais e irregularidades trabalhistas

Ato reuniu cerca de 200 funcionários em cobrança por melhorias nas condições de trabalho

Ícaro Gonçalves -
Funcionários Cifarma
Manifestação de funcionários da Cifarma, em Goiás (Foto: Divulgação)

Cerca de 200 funcionários da farmacêutica Cifarma se reuniram na manhã desta quinta-feira (11) em manifestação contra atrasos salariais e supostas irregularidades trabalhistas. O ato ocorreu em frente a sede da indústria em Goiânia, no residencial Barravento.

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Química, Farmacêutica e de Material Plástico no Estado de Goiás (Sind.Q.F.P-GO), os colaboradores enfrentam atrasos no pagamentos de salários e de depósitos do FGTS.

Também alegam falta de pagamento de férias e vale-alimentação, além de refeições não suficientes para atender a todos os trabalhadores que frequentam o local.

Durante o ato, representantes do Sind.Q.F.P-GO promoveram uma assembleia para discutir as reivindicações da categoria. Segundo o sindicato, a situação financeira da empresa tem causado insegurança aos trabalhadores.

Recentemente, a Justiça do Trabalho condenou a empresa ao pagamento de mais de R$ 3,4 milhões em razão da ausência de recolhimento do FGTS referente ao ano de 2021.

O processo trabalhista foi movido pelo sindicato e se soma a diversas ações individuais por conta das irregularidades.

Entre as principais reivindicações estão justamente a regularização dos depósitos do FGTS e o cumprimento de outras obrigações trabalhistas que, segundo a entidade, vêm sendo alvo de reclamações por parte dos funcionários da empresa.

Posicionamento

Em contato com o Portal 6, o Sindicato das Indústrias Farmacêuticas no Estado de Goiás (Sindifargo), que representa a Cifarma, informou ter ciência da manifestação e das demandas apresentadas pelos trabalhadores.

Afirmou também que a indústria está em fase de final de um processo de recuperação judicial, e que ainda não se estabilizou financeiramente.

Por fim, o sindicato alegou não haver necessidade para o ato promovido pelo sindicato dos funcionários, uma vez que eles já estariam recebendo mesmo com a paralização temporária da produção.

Por fim, o Sindifargo disse considerar os trabalhadores como o maior patrimônio da indústria e que avalia todas as reivindicações.

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Ícaro Gonçalves

Jornalista formado pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC Goiás) e mestre em Comunicação pela Universidade Federal de Goiás (UFG).

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