“Ao convocar nova audiência pública, Câmara confessou que não tinha repassado informações do Plano Diretor”, diz vereador Mauro Rubem

Parlamentar critica ainda qualidade dos mapas apresentados e pontos que devem ser mais discutidos

Karina Ribeiro -
Vereador de Goiânia, Mauro Rubem. (Foto: Divulgação/Alego)

Numa trajetória solitária ao conseguir travar na Justiça a tramitação do Plano Diretor na Câmara Municipal de Goiânia, o vereador Mauro Rubem (PT), diz que um passo foi conquistado quando a Casa de Leis publicou nova data para audiência pública – marcada para o próximo dia 31, via canal do Youtube.

“Desde o dia 06 de janeiro ficamos conhecendo o que é o Plano Diretor, que é um absurdo, agora a luta é para mudá-lo”, ressaltou ao Portal 6.

Numa novela com capítulos acalorados e ágeis, a discussão sobre as das diretrizes mais importantes para o futuro da capital, foi ganhando proporções em rodas de conversas ao começar a ventilar que a Câmara não estaria cumprindo o Estatuto da Cidade.

Além disso, relatórios foram aprovados em tempo recorde e discussões sobre o desenvolvimento das zonas rural e urbana da capital de Goiás estavam sendo debatidas apenas por pequenos grupos.

Na próxima etapa,  a audiência pública, por sua vez, é destinada ao debate público e ao acolhimento de novas propostas da comunidade.

Segundo o petista, o trabalho até lá é de unir a população para que algumas propostas, conforme ele, não resultem em tragédias ambientais e adensamentos em pontos já considerados críticos na capital.

Entenda

A Comissão Mista da Câmara de Goiânia aprovou no dia 05 de janeiro o relatório do Plano Diretor de Goiânia. Um dia após, a juíza plantonista, Joyre Cunha Sobrinho, deferiu liminar a favor do vereador Mauro Rubem, único parlamentar dos 16 presentes a votar contra o documento.

A justificativa é de que o mandado de segurança dado no último mês de dezembro não foi cumprido em sua totalidade.

A ação, que resultou na liminar, defende que nem todos os documentos relacionados ao projeto estavam publicados no prazo determinado, ou seja, 15 dias antes da audiência da terça-feira (04). É o caso das emendas parlamentares, que só teriam ficado disponíveis para acesso público no último dia 27 de dezembro.

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