Vai ao supermercado sem lista de compras? Especialista aponta erros que podem pesar no bolso
Economista mostrou que falta de planejamento, deslocamentos e escolhas do dia a dia podem aumentar o valor gasto com alimentação

Ir ao supermercado sem uma lista de compras, não considerar os gastos com deslocamento e se deixar levar por promoções podem fazer a conta da alimentação pesar ainda mais no orçamento familiar.
O assunto foi debatido no Portal 6 Ao Vivo, que recebeu Adriana Pereira de Sousa, economista, doutora em Políticas Públicas, professora da Universidade Estadual de Goiás (UEG), pesquisadora, consultora e presidente do Conselho Regional de Economia de Goiás (Corecon-GO).
Durante a entrevista, Adriana explicou que um dos primeiros passos para economizar nas compras é saber exatamente o que será necessário antes de chegar ao supermercado.
Segundo a especialista, fazer uma lista ajuda a evitar compras desnecessárias e permite organizar melhor as refeições ao longo da semana.
Outro ponto destacado foi a atenção aos produtos que estão em período de maior oferta. Hortaliças, frutas e verduras, por exemplo, podem apresentar preços menores em determinadas épocas, o que abre espaço para substituições dentro do planejamento da família.
A economista, porém, alertou que procurar promoções em diferentes supermercados nem sempre significa economizar.
Segundo ela, o consumidor precisa colocar na conta também o custo para chegar até cada estabelecimento. Se a diferença de preço for pequena, o gasto com transporte pode acabar anulando a economia obtida na promoção.
“Quanto que eu vou gastar de transporte para fazer esse corre para buscar as promoções e quanto realmente as promoções vão compensar?”, questionou.
Adriana também explicou que a alimentação fora de casa costuma pesar mais no orçamento do que preparar as refeições em casa.
Mesmo considerando gastos como gás, água e energia elétrica, a especialista afirmou que cozinhar em casa tende a ser mais barato, principalmente quando a pessoa passa a fazer refeições fora com frequência.
Para ela, isso não significa que restaurantes e outros estabelecimentos precisem ser completamente eliminados da rotina, mas que esse tipo de gasto deve ser planejado para não comprometer o restante do orçamento.
A economista também chamou atenção para a diferença entre pequenas despesas e o impacto acumulado delas. Um lanche, uma corrida de aplicativo ou outros gastos aparentemente baixos podem não representar muito isoladamente, mas acabam ganhando peso quando se repetem durante o mês.
Adriana ressaltou, porém, que o problema financeiro das famílias não pode ser atribuído apenas a esses pequenos gastos.
Segundo ela, existe também uma dificuldade relacionada à própria renda, já que muitas pessoas precisam arcar com despesas básicas como moradia, alimentação e transporte e, mesmo cortando gastos considerados supérfluos, ainda chegam ao fim do mês com dificuldades.
Por isso, o planejamento das compras deve fazer parte de uma organização financeira mais ampla.
Além de saber quanto pode gastar, o consumidor precisa acompanhar as despesas e entender para onde o dinheiro está indo. A partir desse controle, torna-se possível identificar quais escolhas podem ser modificadas sem comprometer necessidades básicas.
Durante a conversa, Adriana também explicou que a educação financeira não deve se limitar à criação de uma planilha de gastos.
A entrevista completa está disponível no Portal 6 Ao Vivo, programa exibido de segunda a sexta-feira, às 18h30, no canal oficial do Portal 6 no YouTube.
Confira a entrevista na íntegra:
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