Anápolis precisa de mais escolas estaduais
Ao caminhar pela cidade ouvindo a população sempre temos nos deparado com demandas diversas. Anápolis cresceu, ganhou novas formas e ocupou espaços antes vazios. Esse boom populacional provoca a necessidade de equipamentos públicos como escolas, cmeis, unidades de saúde e de atendimento social.
Uma dessas queixas é a necessidade de mais escolas estaduais para oferta de ensino médio em algumas regiões do município. O aluno que reside no Jandaia, Dom Felipe, Escala, Aldeia dos Sonhos e Guanabara por exemplo, precisa se deslocar até o Colégio Gomes de Souza Ramos na Vila Jaiara. É uma unidade potente, com educação integral e prédio conservado, porém muito distante dos bairros mais periféricos desta ponta do município.
Num quadrante próximo o Colégio Estadual Plínio Jaime também se encontra superlotado, provocando um êxodo de alunos para outras regiões em busca de vagas. A macro região do Recanto do Sol hoje engloba novos bairros como Portal do Cerrado, Vila Norte, Residencial das Flores entre outros.
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Na região do Setor Industrial Munir Calixto, conectado ao Jardim Esperança, Nova Aliança, e outros bairros satélites temos apenas o Colégio Estadual General Curado, que também demanda de ampliação e melhorias em sua infraestrutura. Os alunos daquela região quando não conseguem vagas precisam se deslocar até a Vila Esperança, atravessando o DAIA.
A garantia de acesso e permanência é um direito legal e está positivado de maneira formal na Constituição de 1988 e na Lei de Diretrizes e Bases da Educação, de 1996. Para garantir permanência precisamos compreender que parte do nosso aluno não dispõe de transporte adequado e que a construção de novas unidades escolares que ofertem ensino médio é uma urgência no município.
Marcos Carvalho é professor, psicólogo e servidor público federal. Atualmente vereador em Anápolis pelo Partido dos Trabalhadores. Escreve todas às terças-feiras. Siga-o no Instagram.
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