Gabriel Monteiro é denunciado por vídeo de sexo com adolescente

Político e youtuber, ele passou a ser alvo de investigações após o Fantástico revelar o relato de cinco pessoas que o acusam de cometer abusos sexuais e morais

Folhapress -
Vereador Gabriel Monteiro (PL-RJ) é denunciado por vídeo de sexo. (Foto: Renan Olaz/CMRJ)

FOLHAPRESS – O vereador do Rio de Janeiro Gabriel Monteiro (PL-RJ) foi denunciado nesta sexta-feira (8) por ter filmado vídeos em que ele faz sexo com uma adolescente de 15 anos. O Ministério Público do Rio de Janeiro não informou de quais crimes o vereador foi acusado.

De acordo com o portal G1, a 1ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal Territorial da área Zona Sul e Barra da Tijuca afirma que a vítima conheceu Gabriel numa academia do condomínio onde o vereador mora. Ainda segundo o portal, a cena de sexo foi filmada cinco meses após o primeiro encontro dos dois.

O vereador nega todas as acusações. Afirma que não sabia que a menina com quem teve relações sexuais tinha 15 anos, bem como diz não ser o responsável pelo vazamento dos vídeos.

Monteiro passou a ser alvo de investigações após o programa Fantástico, da TV Globo, revelar há duas semanas o relato de cinco pessoas que o acusam de cometer abusos sexuais e morais.

Depois da veiculação da reportagem, foram vazados vídeos em que o vereador aparece fazendo sexo com duas jovens separadamente, uma de 15 anos e outra que também aparenta ser menor de idade.

O Código Penal considera como estupro de vulnerável “ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com menor de 14 anos” ou “com alguém que, por enfermidade ou deficiência mental, não tem o necessário discernimento para a prática do ato”, com pena prevista de 8 a 15 anos de prisão.

Também é crime divulgar, por qualquer meio, cenas de sexo com vulneráveis (até 14 anos) e sem o consentimento da vítima, sendo previstos de 1 a 5 anos de reclusão.

Monteiro foi alvo de uma operação na quinta-feira (7) da Polícia Civil, em razão das investigações. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão em 11 locais ligados ao vereador, incluindo a sua casa, na Barra da Tijuca, zona oeste da capital fluminense, e no seu gabinete na Câmara Municipal.

Foram apreendidos armas de fogo, o celular do vereador e outros equipamentos eletrônicos, como HDs.
O vereador também nega as acusações dos ex-assessores.

Ele afirma estar sendo vítima de uma armação em represália às denúncias que fez contra a empresa JS Salazar, que era responsável pela administração dos pátios e dos reboques do Rio de Janeiro. O contrato foi rompido após Monteiro divulgar que seu dono, Jailson dos Santos Salazar, teria tentado suborná-lo, oferecendo R$ 200 mil por mês.
Monteiro é ex-policial militar e acumula mais de 6 milhões de seguidores só no YouTube.

Dois ex-funcionários dele afirmaram que recebiam pedidos para fazer carinho no vereador. Uma ex-assistente de produção relatou que ele passava a mão em seu corpo, e uma outra mulher disse que foi estuprada por ele. Um quinto funcionário afirmou que era comum que Gabriel se masturbasse na frente de toda a equipe.

Eles ainda o acusaram de simular situações para autopromoção, como num vídeo em que conversa com uma menina numa praça de alimentação. “Fala assim: ‘Tio, eu achei que hoje eu ia ficar mais um dia sem comer, mas hoje eu estou comendo o que eu mais gosto'”, pede ele, e ela repete diante da câmera.

De acordo com reportagem do portal UOL, quatro assessores e três ex-assessores envolvidos diretamente na produção de vídeos do vereador receberam em salários ao menos R$ 871 mil da Câmara Municipal desde janeiro do ano passado, quando ele assumiu o mandato.

O uso de funcionários do Legislativo para fins privados é um dos focos de integrantes da Comissão de Ética que analisam nos próximos dias o processo que pode culminar na cassação de Monteiro. As suspeitas de manipulação dos vídeos também estão na mira da comissão.

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