Dentista que mordeu jovem em academia possui longa ficha criminal

Maioria dos casos são de desacato de autoridade, mas também existem outros crimes atribuídos a ele

Augusto Araújo -
Jovem foi mordida por dentista em academia de Rio Verde. (Foto: Divulgação/PC-GO).

Após repercutir por morder uma jovem de 24 anos em uma academia de Rio Verde, no Sudoeste de Goiás, novas informações foram reveladas sobre o histórico judicial do dentista, de 30 anos, que cometeu a agressão.

Conforme publicado pelo Metrópoles, Eduardo Furquim já foi indiciado por cárcere privado em 2020, por trancar uma paciente, de 62 anos, dentro do consultório onde atendia.

Ele teria praticado o crime após uma discordância sobre o valor do tratamento odontológico. A idosa teria ido até o estabelecimento para um procedimento de rotina e aproveitou para quitar uma dívida de cerca de R$ 500.

Porém, o dentista teria calculado um valor de R$ 2,5 mil, o que não agradou a paciente. Assim, Eduardo manteve ela em cárcere privado, trancada dentro do consultório. Ele ainda teria xingado a paciente de “sem vergonha e caloteira”.

No entanto, a história não acaba aí. Quando a Polícia Militar chegou ao local, após receber uma denúncia, o homem teria começado a atacar os agentes, falando: “eu sou doutor e vocês são uns bostas”.

Não satisfeito, Eduardo teria se recusado em ir até a delegacia e quando os policiais perguntaram se ele tinha algum armamento, o dentista teria respondido que tinha um “entre as pernas”.

Ele foi preso em flagrante e liberado após pagar fiança de 10 salários mínimos. Porém, esta não foi a última vez que o sujeito foi parar na justiça.

O homem também foi denunciado por uma ex-mulher, que afirmou ter sido vítima de atos de violências, como enforcamento, chute, tapa, empurrão e puxão de cabelo. Ele também teria a obrigado a ter relações sexuais.

A Justiça determinou que Eduardo está proibido de se aproximar a menos de 200 metros da mulher e a família dela, além de não poder entrar em contato com testemunhas e familiares da ex.

Por fim, o dentista foi indiciado por desacato em fevereiro de 2020, após agredir um sargento da PM com empurrão e xingamentos, durante um desentendimento ao buscar um carro que tinha sido apreendido.

Segundo os agentes policiais, ele estaria visivelmente embriagado e disse: “Libera meu veículo, seu vagabundo sem vergonha”. O homem foi preso em flagrante e solto após pagar fiança de R$ 10,4 mil.

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