Faculdade se pronuncia sobre barrar entrada de estudantes com filhos pequenos e causa ainda mais revolta

Nota foi publicada nas redes sociais da instituição, mas grande parte dos usuários reprovaram o posicionamento

Isabella Valverde -
Unidade da UniGoiás em Goiânia. (Foto: Captura / Google Maps / Vinicius Alves)

No início da madrugada desta segunda-feira (02), o Centro Universitário de Goiás (UniGoiás) decidiu divulgar uma nota sobre a polêmica de uma aluna que denunciou ter sido proibida de entrar na unidade porque estava com a filhinha.

O caso viralizou nas redes sociais após a jovem Isadora Kelwen, de 26 anos, acadêmica de Medicina Veterinária, gravar um vídeo para desabafar que tinha sido barrada por um segurança.

No pronunciamento, a instituição não se justifica pelo episódio e nem chega a oferecer soluções para que situações semelhantes não voltem a acontecer. Pelo contrário.

O texto se limita a dizer que as instalações são preparadas apenas para o objetivo final de ensino, e por isso, não é adequado receber crianças, já estas podem “interferir nas atividades” e ter a integridade colocada em risco.

Apesar de alguns poucos posicionamentos favoráveis ao discurso, foram vários os usuários, principalmente alunos, que usaram a ferramenta de comentários para demonstrar descontentamento e revolta com a nota.

“O que mais se vê em universidades são pais e mães que levam seus filhos para a aula porque não tem com quem deixar, mas [que] não deixam de lutar pela própria educação em busca de um futuro melhor para si e sua família. Lamentável essa postura”, afirmou uma internauta.

“Gente, me deu até uma crise de choro. Não acredito que estou lendo isso. Exatamente na semana que tenho que ir realizar minha matricula da pós e, infelizmente, tenho que levar minha bebê, leio uma declaração dessas”, comentou outra.

Veja as principais reações

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