O que as autoridades têm feito para prevenir destruição por incêndios em parques de Goiás

Semad, responsável pelas unidades de conservação do estado, tomou série de medidas para evitar que fogo cause prejuízos tão grandes como nos últimos anos

Lucas Tavares -
Parque Altamiro de Moura Pacheco, em Goiânia, sofre com incêndios anualmente. (Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros)

A chegada do período mais seco do ano se avizinha e, com ela, a preocupação com incêndios em áreas de preservação ambiental. Nos últimos anos, Goiás assistiu diversas queimadas que destruíram milhares de hectares de vegetação. Em 2022, as autoridades dizem estar mais preparadas.

Responsável pelos conservação dos parques estaduais, a Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Goiás (Semad) já executou diversas ações preventivas para mitigar efeitos de eventuais incêndios.

Para isso, o Comitê Estadual de Gestão Incêndios Florestais foi reativado e conta com a participação de bombeiros militares, Defesa Civil, Secretarias de Educação, Saúde, Agricultura, Pecuária e Abastecimento, entre outros.

Durante os período mais crítico, entre agosto e outubro, os 14 locais de proteção ambiental sob a tutela da pasta, terão seis polos de brigada que foram contratados pelo Governo Estadual, sendo que cada um deles contará com seis brigadistas.

Os grupos estarão localizados no Parques Estaduais Altamiro de Moura Pacheco, Terra Ronca, Serra de Caldas, Águas do Paraíso, do Araguaia e dos Pirineus.

De acordo com a Superintendente de Unidades de Conservação e Regularização Ambiental da Semad, Mariana Lima Moura, haverá reforços do Corpo de Bombeiros.

“A Semad vem avançando muito de 2019 para cá, com a instalação das brigadas, compra de equipamentos e implementação desse comitê. Precisamos estar preparados”, disse ao Portal 6.

Em 2021, a chamada “queima controlada” foi uma das aliadas na prevenção de grandes incêndios. “Ela permite que o produtor rural faça solicitação da ação dentro da fazenda, de forma segura, para evitar danos maiores”, afirmou. O planejamento também inclui aceiros.

“Contratamos 1025 horas de máquinas de aceiro mecânico para unidades conservação. Sopradores costais, motosserras, bombas costais, queimadores costais, roçadeiras, drone, motobombas e estamos preparando um sistema de comunicação”, continua.

Apesar das ações preventivas, Mariana explica que é impossível tem uma taxa de incêndios zerada, mas espera que os números sejam melhores que em 2021.

“Com essa iniciativa vamos ter um tempo de resposta mais efetivo nessa questão. Queremos diminuir o tempo e o tamanho da área queimada. Ao final do período crítico, vamos contabilizar tudo isso para ver qual foi a efetividade”, concluiu.

Triste realidade

Os últimos anos marcaram uma sequência de grandes queimadas, não só em Goiás, mas em todo Brasil. Em 2021, foram 892 mil hectares devastados em unidades de conservação federal.

Desse total, o cerrado foi o bioma mais afetado, com quase 700 mil hectares queimados. Entre os casos de maior repercussão está o incêndio da Chapada dos Veadeiros que, em setembro, queimou cerca de 36 mil hectares.

Cada hectare equivale a um campo de futebol. Os dados são do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

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